quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

diario 2

Sentada na minha escrivaninha completamente relaxada eu conversava com meu amigo após quase todo mundo ter saído da minha memorável festinha de 15 anos.

Eu ri, era a primeira vez que eu convidava um menino da minha idade para entrar na minha casa. Ele não tinha a menor ideia da honra de ser o primeiro a adentrar neste santuário.

Eu não estava sozinha, logicamente, mas o fato de estarmos conversando sobre "gostar de alguém" de forma tão natural me surpreendia. Ao mesmo tempo que me parecia completamente surreal que aquela menina tímida que se sentia tão ridícula perante os meninos estivesse tão solta nessa situação.

Então aconteceu algo que ficou registrado na minha memoria, como uma forma de lembrar me que o meu único grande problema era se aproximar, que eu não era chata por completo.

Ele, lá de cima de sua cama (se sentindo totalmente a vontade eu diria), disse:

-Nunca te imaginei assim

Eu olhou fixamente pra ele

-Assim como?

-Tão solta... Tão feliz... sei lá...- Ele se embolou nas palavras - Você sempre pareceu tão seria e nerdizinha... nunca que eu ia te imaginar sentada na escrivaninha falando que nem um papagaio...

Ele riu e acrescentou

-Prefiro você assim

E com um sorriso eu pensei que talvez não fosse tão ruim assim ser eu.

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