domingo, 3 de julho de 2011

lembranças

essa cena me veio na cabeça, achei valido narrá-la


Lugar: Entrada da gruta da onça, em vitória.


Eu mais alguns amigos fazíamos um tour pelo centro para um trabalho da faculdade. Eu ria, mas meu pensamento pairavam no que tinha acontecido no dia anterior.

Estávamos numa quinta feira de manha, então o dia de ontem obviamente tinha sido uma quarta, dia de teatro. Uma quarta comum, que não teve curso por causa de uma peça do vida urgente (que meus olhos molhados de lágrimas não me deixaram assistir). Um dia que eu tinha tomado uma decisão. Uma decisão impulsiva e inconcreta que me colocou precocemente no caminho certo.

Eu viajava nas minhas lembranças quando uma informação me despertou dos meus pensamentos: "Meu irmão é da idade de vocês" uma amiga falou. Eu ri por dentro -quem sabe aquilo não era um aviso dos céus para eu parar de olhar pra trás e ver outros horizontes?

"Me apresenta então" eu falei sem titubear. Meus amigos riram, mas eu no fundo falava a verdade. Em tom de brincadeira é claro, pois quem era eu pra forçar um acontecimento desses?

Então o tempo passou, muito outros foram e vieram. E essa cena foi para um canto bem isolado dos meus pensamentos. Mas para o destino, nenhuma palavra é esquecida, e o "me apresenta" se tornou realidade.

Então, como por milagre, a historia escreveu-se como eu, naquela época, jamais poderia supor.

sábado, 2 de julho de 2011

principe encantado

Com uma certa saudade dos post-pensamentos, venho expressar-me com algo que a muito está na minha cabeça (e que nitidamente inpirou meus dois ultimos posts).


No teatro nos aprendemos as desmistificar os personagens. A entender que nem todo vilão é mau e nem todo mocinho é inocente, a ver que todo mundo tem um lado bom e um ruim, até mesmo as mais candidas mocinhas de nossas historinhas infantis.

Então eu começei a pensar nas historias de amor em si.

Você reparou que toda princesa nunca teve escolha? Elas simplesmente se apaixonaram simplesmente pelo primeiro homem que chegou perto delas com a esperança de salvá-las da prisão em que elas viviam? (e que tantas vezes podemos comparar essa prisão com nossa própria solidão?)

E quem disse que houve paixão? Elas mal sabiam o que era amor, como elas podiam ter essa certeza? E como um dia eu, que nem princesa sou, poderei tê-la?

Por que eu não a tenho agora se tudo converge tão bem para o que eu entendo como meus sonhos de princesa?

Como será sentir sempre o mesmo beijo? pensar sempre no mesmo rosto? Desprezar todos as outras hipóteses por elas simplesmente não parecerem mais cabiveis? será que já me sinto assim? será que foi de fato minha escolha ou eu sou mais uma "senhora encantada"?

Cinderela, Rapunzel, Branca de Neve, todas felizes para sempre na limitação de suas mentes que amam um só por não saber que no mundo existe outros (se bem que branca de neve ainda teve os anões né?).

Ou será que se elas tivessem escolhas elas escolheriam ainda assim seus encantados?

Talvez se aproximar seja um rio de incertezas mas que no final desague em uma escolha.

E o que eu sei, se é que sei de alguma coisa, é que muitas pessoas reais, que tal qual minhas inocentes princesas também foram consequencias e não motivos, estão felizes com a escolha que acreditam ter feito (ou que de fato fizeram, eu não saberia julgar.).

E isso que no final importa mais: O felizes para sempre (ou ate que os olhos se abram).

quinta-feira, 30 de junho de 2011

eu, agora.

Não sei ao certo se o que eu digo é real.

Não sei se o que voce faz é verdade.

Essas incertezas me matam,

mas também me seduzem.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

personagens

Éramos um casal. Não por escolha própria, mas por vontade de nosso diretor.

Tinhamos a química perfeita, ele insistia. E eu? particularmente não concordava nem discordava, só desconhecia. E não gastaria meu precioso tempo querendo conhecer. Além do mais, havia o risco inegável da decepção e definitivamente eu não o ansiava.

Eu tinha um texto pra gravar e um cachê para receber. Haviam aplausos a serem dados, e eu estava pronta para recebê-los. Independente de quem estivesse ao meu lado.

Se fosse preciso vender meu sentimentos eu os venderia.

Se fosse necessario forjá-lo eu os forjaria. Eu era uma artista.

Eu sabia me manipular, e possuia motivos suficientes para isso. Mesmo que inumeras vezes eu duvidasse da utilidade de tudo isso.

Estava decidida,: Iria subir no palco e quem sabe descer de lá rumo à uma nova realidade de cabeça erguida e faces errubecidas de satisfação por ter escrito meu próprio destino. E talvez, se parasse para conhecê-lo melhor, talvez eu voltasse ao meu mundo com um sentimento a mais. Era tudo ilusão.

Personagens.

Mas não havia tempo, eu tinha que atuar.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Se você vem às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz.

Saint-Exupéry



queria uma coisa minha, mas acho que a raposa do pequeno principe resumiu tudo que eu queria dizer na frase acima.

sábado, 11 de junho de 2011

Revelações

o desenho é meu, então n está mto bom kkkk

http://www.youtube.com/watch?v=t5Sd5c4o9UM

Eu não sabia ao certo porque estava ali. Na verdade sabia, mas custava admitir: tinha vindo atrás de Thiago.
Ele me deve respostas - pensava enquanto caminhava por aquela festa. A decoração quase ridícula e exagerada de roxo e verde me faria rir se não estivesse tão concentrada em acha-lo. Os casais dançavam ao meu redor, despertando uma pontada de inveja em mim. Nisso, eu encontrei-o.
- Ei, Thiago...
Eu o chamei, enquanto ia na sua direção. Estava lindo. de terno, o cabelo bagunçado. Seus olhos espertos me fitaram um segundo:
- Erh, oi Bianca...
Ele virou, e foi embora. Como assim? Ele me convida para ir num "baile" com ele e me deixa sozinha? Segui-o, e agarrei o seu braço.
- Espera, vai me deixar aqui? Você me convida e...
- Bia, agora não é uma boa hora, desculpe-me.
Ele continuou andando. Eu não podia acreditar naquilo. Eu parei logo atrás dele. E se virou de novo.
- Vai-embora-agora! - Disse entre dentes, um lampejo de fúria e medo em seus olhos. Eu fiquei com medo, mas estava decidida e permanecer ali. Quando já cogitava a hipótese de ir embora mesmo, ele me puxou. Me arrastando até o fim do salão, para o lado de fora, me virou.
Eu sabia que Thiago não era normal, que ele não era como os outros garotos. Mas agora eu tinha certeza que ele era sobrenatural.
- Você queria saber o que eu sou, não é? Pois eu queria te proteger, mas já que você insiste...
- Não faz diferença, eu gosto de você, eu disse.
- Tem certeza? , exclamou rindo.




Quando descobri o que Thiago era, uma grito quase ecoou pelo pátio.








Julia ^^

sexta-feira, 10 de junho de 2011

recadinhos

http://www.youtube.com/watch?v=OuY_SPYOV_o


Todo santo dia, Clara lia o mural do seu grupo de teatro. Gastava horas vendo os versinhos de sua melhor amiga, os desenhos do seu "brother", os textos chorantes de uma menina quietinha, as piadinhas do menino mais engraçado que ela conhecia....



Porém, tudo isso virava secundário quando ela descobria um texto de Maurício. O menino mais interessante e fofo que ela conhecia. Bonito, simpático, agradável, prendado, culto e educado.... Sua alma gêmea! pena que ele ainda não sabia disso.



Mas um dia, 13 de Agosto pra ser mais exata, em uma sexta feira, ela percebeu no meio dos recados um A4 bem decorada e com a letra impecável de Maurício.



Lá havia uma poesia.



E o titulo era "Clara"