sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

diario 3

Ela tinha ultrapassado todas as barreiras do bom senso: Um e-mail se declarando tinha sido o auge da maluquice completa.
Sem nenhuma noção!
Ela sentia uma pontada de arrependimento e muita vergonha do que tinha feito, mas agora a merda já estava executada. E ela ansiava desesperadamente pela resposta dele.
O que ela não sabia é que uma garota de 14 anos nunca estaria preparada para ler o que se seguia. Ele foi até simpático com ela, pediu desculpas, foi educado (o que a deixou com muita raiva, pois ela começava a ter pena de odiá-lo) mas em meio as palavras doce daquele toco ele veio com a belíssima pérola "você é muito magra, gosto de meninas mais fofinhas".
Legal, era um eufemismo pra você é feia sua magricelas!
Ainda bem que ela não acreditava nessas coisas...
Pera aê, ela não acreditava mesmo??
Anestesiada ela aprendeu a não sentir raiva dos homens, aprendeu a não guardar magoas e a não se aproximar mais. Então ela disse que não ia esperar mais (embora o que ela mais tivesse feito fosse esperar). E ficou assim, olhando pra si mesmo como alguém que um dia, talvez, com muita sorte, voltaria a gostar de alguém (e arrisco a dizer até de si mesma)... o que é óbvio aconteceu antes do que ela esperava.
Aconteceu assim que a menina foi morrendo e a mulher começou a despontar.



Hoje eu sonhei com ele, engraçado né?

e um dia eu mostrarei a resposta na integra... é só eu acha-la... e torço para que não tenha perdido...

e sim chegou ao fim... julguem por vocês mesmo as semelhanças das três historias :)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

diario 2

Sentada na minha escrivaninha completamente relaxada eu conversava com meu amigo após quase todo mundo ter saído da minha memorável festinha de 15 anos.

Eu ri, era a primeira vez que eu convidava um menino da minha idade para entrar na minha casa. Ele não tinha a menor ideia da honra de ser o primeiro a adentrar neste santuário.

Eu não estava sozinha, logicamente, mas o fato de estarmos conversando sobre "gostar de alguém" de forma tão natural me surpreendia. Ao mesmo tempo que me parecia completamente surreal que aquela menina tímida que se sentia tão ridícula perante os meninos estivesse tão solta nessa situação.

Então aconteceu algo que ficou registrado na minha memoria, como uma forma de lembrar me que o meu único grande problema era se aproximar, que eu não era chata por completo.

Ele, lá de cima de sua cama (se sentindo totalmente a vontade eu diria), disse:

-Nunca te imaginei assim

Eu olhou fixamente pra ele

-Assim como?

-Tão solta... Tão feliz... sei lá...- Ele se embolou nas palavras - Você sempre pareceu tão seria e nerdizinha... nunca que eu ia te imaginar sentada na escrivaninha falando que nem um papagaio...

Ele riu e acrescentou

-Prefiro você assim

E com um sorriso eu pensei que talvez não fosse tão ruim assim ser eu.

diario 1

Bem, os posts que seguirão serão três historias reais (devidamente alteradas pelas minhas impressões e preservando a identidade dos envolvidos) que não se ligam nem um pouco umas com as outras, muito menos são interessantes... mas me vieram a cabeça como interligadas...
queria usar a ordem cronológica real, mas a ausência de um pedaço da primeira historia me impede. Então comecemos do fim!



- Vai lá seu bobo, é hora de você trabalhar.
Ela disse sorridente enquanto o mandava embora delicadamente. Ele a beijou de surpresa e ela se derreteu toda.
Era tão difícil mandá-lo embora!
-Vai logo antes que eu me arrependa de deixar você ir.
Ele foi andando em direção a porta. Do nada ele se virou, caminhou até ela, a empreensou contra a parede e lhe deu mais um beijo. E sussurrou ao seu ouvido "Deixa eu ficar mais um pouco"
-Não, bobinho... Obrigações sem primeiro lugar -ela disse fazendo pose de mais velha.
-Vou cumprir minha obrigação então - ele disse com sorriso de menino sapeca
"Já cumpriu" ela pensou com uma pontada de desgosto. Às vezes ela sentia que ele só estava com ela por obrigação e que o prazer de estar junto já tinha se esvaído a muito tempo, embora ela ainda o sentisse.
Mas, definitivamente, não era a hora de mandá-lo embora. Ainda não era a hora de libertá-lo.
O sorriso de menino e as demonstrações de carinho a convenciam de deixá-lo ultrapassar as barreiras nunca antes exploradas, rumo ao seu coração.
No dia de mandá-lo embora (antes que ele mesmo o fizesse) ela não precisaria dizer adeus. Ele mesmo, depois da eternidade de silencio ao seu lado, caminharia até a porta e se despediria com um beijos xoxo. E ela nem desconfiaria que aquele seria o ultimo.
Tolinha ela, mas feliz.



Esse eu não tenho grandes certezas de que é real... talvez tenha varios pedaços de coisas que eu me lembro como uma só. Os outos serão menos confusos eu prometo.

um aviso!

Sua pele fria acariciava aquele corpo quente que se deitava em seu colo como uma criança nos braços da mãe.
Mas aquele menino, ali deitado, não via Lúcia como uma mãe. Mas não era para menos, ela era assim, alguém que atraia jovens corações solitários, os escravizava e os partia.
Lúcia era feita para destruição. Não por escolha, mas por destino. Ela nada podia fazer além de alertá-los "eu nunca poderei te amar" ela avisava aos que se encantavam por seu mistério. Mas eles insistiam em buscar segurança e sentimento onde só havia liberdade.
Para ela, dor deles não era divertida tampouco a machucava. Ela tentava impedi-los, mas de certa forma ela já havia se resignado com seu destino e dos homens (ou meninos?) que cruzavam seu caminho.
No entanto, com esse garoto era diferente. Era queria protegê-lo, não importasse o que isso lhe custasse. Ela havia pedido, implorado até, para que ele se afastasse - talvez por falta de coragem de ela mesma ir embora- mas ele continuava cada vez mais perto do seu coração gelado. Como se ousasse tentar (em vão, obviamente) derretê-lo.
Tolinho!
Então ela continuava a acariciar aqueles cabelos lisos e sedosos deitados no seu colo. Lavando a suas mãos por destruí-lo. Perdoando a si mesma e à estupidez daquele menino. Então ela só aproveitava aquele momento e todo o sentimento alheio que fortalecia ainda mais sua sede de solidão.
por @bellapellegrini e não, não falo de ti.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

tipo certo de menino errado.

Ela dançava ao som da música de mesma batida. Não, ela não dançava. Ela simplesmente inclinava a cabeça para trás (de forma que seus longos cabelos lisos emoldurassem suas curvas perfeitas) e deixava que as ondas sonoras sacudissem seu corpo.
Na aparência ela era como um nephilim, com sangue de anjo e aparência semidivina porém com o mistério e o perigo de uma criatura nem humana nem anjo. Sua roupa branca brilhava sob a luz negra, o que fazia sua aparência ainda mais angelical e desafiadora.
Mas por trás de toda essa segurança ela era só Cristina, uma menina tímida, frágil e sonhadora.
A típica moça de família, que toda mãe gostaria de ter como filha.
Entretanto, quando ela dançava ela parecia uma mulher incrivelmente sedutora. E ela gostava disso. Ela gostava do poder de atrair qualquer olhar que ela desejasse.Então ela olhou ao redor, como se estivesse à caça, escolhendo o garoto que seria dela aquela noite.
Nesse momento, apareceu Ian, ruivo, olhos verdes e pele branca. Ele era magro porém com formas definidas e levemente mais alto que ela. Mas o que lhe chamou mais atenção foi o discreto alargador de prata em sua orelha e a tatuagem discreta em seus braços. Junto com aquele sorriso descontraído, o alargador e as tatuagens lhe davam aquela cara de menino malvado (daqules que você não ousaria apresentar para sua mãe) que nenhuma garota resistiria.
Ela o desejou, com toda a força. Porém sua consciência a proibiu totalmente disso.
Ele era nitidamente o garoto errado. Suas amigas ficariam completamente chocadas se eles se envolvessem aquela noite. E ela riu-se do seu gosto peculiar.
As feições dele escondiam um passado desafiador que ela gostaria de descobrir, porém ela tinha medo de se envergonhar com o que descobrisse. Decência não era exatamente o que se via naqueles olhos verdes e intensos.
Definitivamente era proibido (o que o fazia ainda mais irresistível), mas naquele momento todas as células do seu corpo ansiavam por aquele garoto. Ele era seu pólo inverso, seu oposto, a peça do quebra cabeça que encaixava na sua, por que todo mundo sabe que peças iguais nunca se encaixam tão bem. E ele, com certeza não tinha nada de igual.
Ela pensava enquanto o observava dançar. com os olhos fixos ela deixou que ele a observasse também. Por vezes os olhares se cruzaram. Mas nada aconteceu.
De repente o celular dela tocou, e ela viu a hora. Hora de ir embora. Não houve decepção. Ela voltaria aquele lugar logo. E ele, ela esperava, voltaria também. Era dar tempo ao tempo.

sem explicações...

"Hoje compreendo-o.
Tudo lhe perdoo, tudo perdoo aos que não sabem se prender, aos que fazem perguntas.
Aos que procuram motivos para viver, como se a vida por si mesma não se justificasse."
Clarisse Lispector
ps. eu te amo

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

adolescentes

Clarinha tinha acabado de voltar da sua primeira festa. Ela estava ansiossisima para contar para todas suas amigas como tinha sido a sua primeira noite não dormida. Sua primeira festa só com as amigas que tinha ido até de madrugada e na qual ela tivera coragem de fazer o que ela não esperava de si mesma.
Ela tinha dançado muito, cantado, gritado... Tinha sido maravilhoso, e ela se sentia super feliz.
E ela tinha um segredo: Ela beijou um garoto na festa. Assim, sem compromisso, como gente grade faz. Ela estava tão feliz com isso. Parecia-lhe irresistivelmente "proibido". E ela gostava da sensação de estar fazendo a "coisa errada".
Ela mal conseguiu dormir quando chegou em casa, mas ela precisava descançar. Seu corpinho de adolescente não estava acostumada a sair da rotina. Por mais cansada que ela estivesse, a ansiedade de contar para as amigas era tão grande que ela não pode dormir por mais tempo, então ela acordou umas 11h da manha, já achando que tinha dormido demais.
A primeira coisa que ela fez foi ligar para a melhor amiga dela, e depois pra outra que compunha o trio. Elas conversaram horas numa animação de primeira vez que adulto nenhum entenderia.
Clarinha não podia estar mais feliz e empolgada com sua nova esperiencia.
Ela tinha vontade de contar pra todo mundo!
Ai ela entrou no MSN e o garoto que ela gostava estava on.
Ela não sabia direito porque, mas ela tinha que contar pra ele sobre sua noite...
É claro que ela omitiria o menino do beijo e talz... Mas, pensando bem, até que seria bom que ele soubesse...
Será ele perderia a boa imagem dela?? Ah... mas ela iria dar uma indireta, talvez isso despertasse um leve ciumes nele. Parecia uma boa ideia.
Ela puxou assunto,
Oi td bem... e o assunto se desenrolou...
Ela citou varias vezes a festa, porém ele só dava resposta monossilabicas, como quem não está interessado.
Ela estava quase desistindo mas ai veio a fatidica pergunta: paquerou muito lá?
Aí ela disse:
-Claro, me vinguei das gatinhas que te perseguem.
E ele, com as palavras sem expressões do msn, disse somente "Que bom".
Ela insitiu, como que de brincadeira:
- Não ficou com ciumes?
A resposta não demorou como ela esperava, foi firme e direta:
- Claro que não, por que eu teria ciumes de você?
Por que?? Como ele se atrevia! Agir como se não soubesse o quanto ela gostava dele. Rídiculo!
Uma certeza então veio a mente dela: Era hora de mudar de rumos, de pensar em outros...
E com apenas algumas palavras a esperança virou pó. E ela por incrivel que pareça não ligou.

esse fato (não real?) veio isistentemente na minha cabeça... era urgentisso narrá-lo... não querro carregá-lo pra 2011, se quiser faça bom proveito dele... eu me sinto bem mais livre sem essa historinha na minha cabeça. \o/ ---> desabafo completamente sem sentido...kkk
beijos Bela

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

um encontro especial

Eu fechei os olhos, era noite de natal. Me imaginei sentada na minha cama, quando ouvi uma voz, que falava pra segui-la. Segui aquela voz, até encontrar escadas. Subi aquelas escadas e fui parar no céu. Abri enormes portões, dourados, lindos. Fui caminhando, aquelas nuvens atravessavam meu caminho, e eu ria. Foi quando eu vi Deus, sentado numa espécie de "trono". Eu sorri, me aprxomei, e ajoelhei. Deus sorriu para mim, e eu perguntei:
- Meu Deus, o que eu faço aqui? Eu morri, por acaso?
Ele riu e respondeu:
- Não, você não morreu, está viva! Você achou um anjo, e o seguiu. Então, aqui está você!
- Ahh tá... Eu segui um anjo? - Eu fiquei pensativa, mas concordei com a cabeça. - E agora? Eu devo voltar pra minha casa? Ou eu posso ficar mais aqui?
- Isso só depende de você... Se quiser ir, pode, mas gostariamos que ficasse um pouco mais.
Como Deus ficou quieto, eu me calei também. Como estava cansada de subir as escadas, sentei aos pés do trono e fiquei brincando com uma mexinha de cabelo, enquanto pensava. O que falar com Deus?
Nisso ele me chamou. Eu levantei e ele falou:
- Venha, olhe, esse é Jesus.
Eu vi Jesus, e falei com ele. Conversamos, tranquilamente, sobre seu nascimento. Eu perguntei como oi, e ele me contou. Eu vi alguns santos, a Sagrada Familia, e o Espirito Santo. Eu estava feliz, e Deus me chamou.
- Venha, está na hora de você ir...
- Pai... (eu chamo Deus de pai) Eu posso dizer que te amo?
- Claro! Vem cá!
Ele me puxou, e me deu um abraço, e eu senti uma energia e luz dentro de mim.
Acordei, estava na minha cama. Sorri, e abraçei minha irma. Eu sabia que aquela luz passaria a diante, e que tudo ficaria melhor, e o mundo, mais feliz.

ju aki, feliz natal a todos!

rabiscos de um diario

Querido diário,

Puft! Eu suspirei de novo. Que saco! Véspera de Natal, e eu sabia que todas as pessoas do mundo deviam estar saindo, indo pros rock’s e talz, e eu aqui, sentada, em frente ao meu diário. Acho que é a única forma de entretenimento, se é que diário é isso tudo. Não, na verdade não é, e eu sabia bem. Isso era simplesmente desculpa pra não admitir que eu to morrendo de vontade de sair, ir pra uma festa, dançar, conhecer novas pessoas, sei lá, talvez um novo menino (porque pelo amor de Deus, tinha que ter algum bonito, solteiro e legal por ai em algum lugar!)... Acho que tudo isso foi culpa dele, você sabe... Ah, que raiva! Olha ainda bem que eu desencanei dele, eu acho... Porque sinceramente, eu quero alguém diferente agora! Se bem que se ele chegasse em mim... Aff! Esquece o que eu falei. O fato é que eu estou aqui, querendo sair, e sem idéia de lugar... Será que ninguém desse mundo tá afim de fazer festa e me chamar não? Ou simplesmente ninguém amigo meu tem um amigo gatinho solteiro? Ah, porque, por favor, se alguém tiver um pode me apresentar... Aiai, eu to parecendo uma piriguete, eu acho, mas é a pura verdade, tá, diário! Acho que eu vou pedir um de presente pro Papai Noel... Hahaha! (risos são estranhos escritos num diário). Enfim, acho que isso é tudo...

Beijos, diário, até outro dia.

pais e filhos (?)

Ele era tão novinho pra ter uma filha!
Mas a interação entre ele e a garotinha de três anos era tão grande que eles não podiam ser outra coisa a não ser pai e filha.
Devo admitir que o suposto "pai" era bem gatinho... E confesso que fiquei olhando, esperando que a menininha não tivesse mãe... Credo! Que maldade!
Mas bem que ele podia ter assumido a criança, e a mãe sumido pelo mundo afora...
Ai ai... de novo eu rogando praga pra felicidade alheia... tinha q parar com isso!
Tinha que parar de olhar pra ele também.Aqueles olhos verdes deliciosos já estavam me encarando. Eu disfarcei e fiquei mechendo no cabelo enquanto olhava distraida pro mar.
Aí, garotinha riu.
E eu não aguentei de curiosidade e olhei em direção a eles... Eles estavam olhando pra mim. Fiquei vermelha.
Ele pegou uma florzinha que estava na areia (daquelas branquinhas que abrem e fecham de acordo com o sol) e entregou pra menininha...
Eu achei isso tão bonitinho... Alem de gatinho ele ainda era paternal... que fofura!
Mas ai a garotinha veio na minha direção... E eu, sem entender absolutamente nada, só sorri um sorrizinho meio amarelo.
Ela pegou, toda a graciosa, a florzinha e me entregou. E com uma cara de criança sapeca ela disse:
-Meu irmão mandou pra você. Ele te achou bonitinha.
Nossos olhares se cruzaram. E ele ria pra mim.
E eu dei uma piscadinha agradecida para minha futura cunhadinha.


A cena tá legal, o texto nem tanto... ams vai esse mesmo :) bjs bela

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

diario de uma desesperada

Qual é a chance de encontrar o seu amor verdadeiro em um shopping?

Eu me perguntava isso enquanto andava com minha amigas.
Bem, para quem não me conhece sou Rachel, 17 anos, solteira e maníaca por relacionamento. Dona de uma historia cheia de amores não correspondidos, romances frustrados e corações partidos.

Eu olhei a minha volta procurando a resposta pra minha primeira pergunta. Bem tinha muita gente no shopping. Mas a metade era mulher, da metade que sobre um terço devia ter a idade incompatível com a minha, o outro terço devia ser compromissado e dos solteiros restantes devia ter uma grande parcela que era gay, galinha ou garotos que tiveram seus corações arrancados por meninas sem juízo e temem qualquer tipo de relacionamento.

Não vou negar que sobravam alguns... mas com a minha sorte eles deveriam ser feios, bolados e anti sociais... Anti sociais, eles eram com certeza... por que misteriosamente ninguem se aproximava de mim!

Em resumo, shopping não era um bom lugar. Do jeito que as coisas iam, lugar nenhum é um bom lugar.

Praia? Não! Tinha muitas garotas bonitas de biquíni, o mesmo vale pra academia... Concorrência não dá! Na escola? Não eu já conhecia todo mundo. Sem chances! Micareta inicialmente parecia bom, muitos solteiros disponíveis, mas alguém já viu achar seu grande amor em micareta?? Não né! Igreja era sempre uma boa pedida, se eu freqüentasse alguma. Na aula de balé só tinha menina... Aí não dá!

AHHH haja imaginação!

Minha alma gêmea estava vagando por ai e eu aqui sem a mínima ideia de onde encontrá-la. E será que era uma boa pessoa essa tal de alma gêmea??
Imagina Se fosse um daqueles feios/bolados/estranhos??
Ahh eu merecia mais... merecia um alto, moreno, forte,fofo,inteligente,cavalheiro,leal,com sorriso fofo e....
Jesus! Eu queria demais...

Mas eu merecia né?? Com 17 anos e o histórico que eu tinha eu já era pós graduada em paciência e determinacão. Eu merecia o céu e um príncipe dos bons.

Olhei pro Bom velinho sentado debaixo da arvore de natal. Ahh papai Noel... você já sabe o que eu quer né? E não é chuchu.... táaa... mas é quase :)
#ficaadica
qualquer semelhança é mera coincidencia... ahsuhaushuashuahsuh

domingo, 19 de dezembro de 2010

lampião

Eu chamei o povão
pra fazer uma festinha
Com comida e macarrão
Lá ni sitio da vizinha

A festa tava arretada,
mas uma coisa aconteceu
Faltou a energia
e o sitio escureceu

Vix Maria olha esse poblemão
O unico jeitooo
é acender o lampião

Ô lampião, ô lampião
acende a luz e ilumina esse povão
Ô lampião, ô lampião
a sua chama aquece meu coração

Todo mundo tá dançando
sob a luz do lampião
Esse nossa arrasta pé
tá arretado de bão

A energia nun voltou
mas não tem pobrema não
Porque todo mundo sabe
que nóis tem o lampião

Ô lampião, ô lampião
acende a luz e ilumina esse povão
Ô lampião, ô lampião
a sua chama aquece meu coração.

haushauhsuahsash musiquinha feita a uns 8 anos atras...
por eu julia e nossa vizinha ahsuahsuahs
cante em ritimo da roça...
e pode rir... eu deixo

antigamente

"Senti necessidade de te dizer isso, não sei por que, talvez você não queira saber da minha historia...
Mas enquanto não houver alguém pra por no lugar dele, eu não posso pedir a mim mesma pra não sofrer. E as vezes quando eu te vejo, tão fácil de seduzir, eu me sinto tentada a substituí-lo por você, de uma forma natural, sem interesses, sem forçar a barra, sem me envolver, mas sem te usar. Uma tentativa.
Pra mim não parece difícil gostar de você.
Mas não nutra esperanças. Tudo que é baseado no fracasso é ilusório"

E eu guardei de volta no armário o bilhetinho que eu havia escrito a 20 anos atrás para meu atual marido.

sábado, 18 de dezembro de 2010

espelhos




a vida pelos meus óculos cor de rosa:


castelinhos de areia

Ele olhou pra ela, ela olhou pra ele.
Os dois, como compartilhando pensamentos, se levantaram e correram sem rumo pela areia molhada, deixando para trás a turma de amigos.
Ela ia na frente, olhando levemente pra trás, as vezes, como quem convidava a chegar mais perto. Ele ia atrás, quase que sem pressa, só pra observa-la correndo. Ela era graciosa e meiga.
E ele se deliciava no sorriso dela enquanto ela virava tímida pra trás.
Então, ela sentou-se na areia e riu enquanto ele sentava-se ao seu lado.
Ele cavou um buraquinho na areia e esperou que a agua do mar enchesse-o.
Então, como um sorriso fofo, ele começou a fazer castelinhos de areia.
Ela o ajudou, e as quatros mãos trabalharam em perfeita união e harmonia.
E rindo ela decidiu que aqueles castelinhos seriam seu reino, e ele seria seu principe.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

auto-ajuda

Não, não existe algo que nos defina.
"Eu sou assim" você poderia dizer, mas você estaria mentindo.
O fato é que você pensa que é assim. Esse é o personagem que você fez de si mesmo e que luta continuamente para nos fazer acreditar que tais caracteristicas te pertencem.
Somos todos imagens daquilo que projetamos nos cérebros disponíveis.
(Apesar de alguns insistirem em compreender erroneamente a mensagem, volto a enfatizar.)
Então é assim. Se nos fazemos bonitos e interessantes e os outros acreditaram nisso. Mas se nos fecharmos nos nossos problemas, já era, teremos projeções ficarão cinzas e sem graças.
(E como é difícil entender isso, tão simples e tão trabalhoso.)
Por isso acredite, aceite-se e perdoe-se.
Projete a melhor imagem que você tem de si mesmo. E os outros vão acreditar.
Eu vou acreditar

E espero seguir meus proprios conselhos...
mas pera lá... acho que eu escrevi isso pra mim....

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

amigos, eu tenho ^^

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

real (?)

Eu sabia, desde os 13 anos que eu podia entrar na mente da pessoas e mandar mensagens ao sue subconscientes. Não era honesto, mas as vezes me ajudava a lidar com algumas situações.

E agora ele estava ali na minha frente, perto o bastante para que o esforço de projetar minhas ideias na mente dele não sugasse toda as minhas energias.

Ele era lindo e eu o desejava.

E eu o teria. Bastava projetar uma imagem interessante de mim e ele me olharia de maneira diferente. E eu pareceria atraente o bastante para ele tentar uma aproximação. Era tão fácil. Ele estava em minha mãos.

Mas não era certo. Eu sabia. Eu hesitei, mas cedi aos impulsos.

Da primeira vez não foi tão fácil, as que se seguiram eu senti como algo perfeitamente justo e natural. Então dentro de pouco tempo ele já dava sinais de interesse. Mil mensagens no celular, conversas on line que ninguém queria deixar morrer e encontros planejados para parecer ao acaso.

Mas ai foi me cansando. Manter a imagens inicial que ele tinha de mim era exaustivo.

Alem de tudo, eu tinha noção que tudo aquilo não era real. E eu me repreendi por não ter lhe dado escolha.

Eu, então, lhe devolvi a liberdade.

E ele foi embora. Se afastou lentamente, imperceptivelmente. E de repente ele não era mais meu. Então que chorei.

Meses se passaram, e de repente ele me ligou, Assim, do nada, pediu por um encontro. De amigos. Ele gostava do tempo que estava ao meu lado, não havia porque perder a amizade. Mas eu via mais que isso em sua voz. Era de novo aquela tentativa sutil de se aproximar.

E agora sem nenhuma magia.

dualidades

As lembraças basicamente se dividem em duas: as boas e as reais.
É incrivel como o você subjetivo pudesse ser tão fofo, cavalheiro, gentil e engraçado.
Me fazendo rir e ter orgulho de te exibir como uma grande conquista.
Mas olhando de fora, sem meus óculos cor de rosa, você é como todos os outros. Fragil e com más inensões. Como um garoto entre cem mil outros garotos.
É engraçado como hoje eu vejo que eram só meus olhos. Só meus olhos.
Hoje eu vejo que você, como todo mundo, é homem e lobo (talvez seu homem e meu lobo). Sentimentos e razões, pensamentos em impulsos ao mesmo tempo, numa batalha infinita, onde ao ignorar uma parte eu a fiz mais forte e vencedora.
Seu você em mim não é o mesmo que os outros vêem. Sua vida cruza comigo de uma forma original, perfeita e única.
Assim, sempre terá "meu você" e "outros você" e quem sabe a realidade.
E com as cicatrizes completamente extintas eu rio. E oceano em outras aguas. Em outras vida.

atras da coxia

Nervosa. Era a melhor palavra para defini-la no momento.
Não, não, nervosa não, ela estava ansiosa, não, anisosa não, desesperada...
Os pais dela estariam lá. E o namorado também.
Era a primeira vez que ele iria assistir uma apresentação dela. Não podia dar nada errado, Ela queria brilhar para ele.
Ela vestiu as sapatilhas de ponta e começou ase aquecer. Passou uma dança, outra e mais outra... E o mundo de fantasias danças e cores e dança iam entretendo o publico e aumentando ainda mais a ansiedade dela.
A cortina fechou. Chegou a hora.
Ela entrou no palco e se posicionou.
A luz bateu em seus olhos e a musica começou a tocar. Ela, então, se despiu das inseguranças e se transformou em um ser leve, que acompanhava o ritmo da musica.
O som estava dentro dela e ela voava sob as sapatilhas de ponta.
A luz não deixou ver o publico, ela não viu nem a mãe, nem o pai nem o namorado.
Mas não importava as luzes. Naquela hora quem brilhava era ela.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Meu playlist fala?!

Eu juro, eu ia desistir. E já estava pronta para renunciar a tudo: desistir de você. Eu pararia de tentar falar com você, pararia de arrumar esperanças. Pararia de pensar em você, e de achar que algum dia tudo podia ser diferente. Eu juro, eu estava pronta, e só queria um sinal. Foi quando uma musica tocava no meu playlist: cherry bomb, de “the runaways”, um rock bem, como vou dizer, woww... Tomada pela musica agitada, que fala o tempo inteiro sobre sair e se divertir, esquecer tudo e sair (bom, como a própria musica diz, “Seus sonhos impossíveis não farão você sorrir” e “Levantem-se agora moças, porque vocês não tem nada a perder”), estava pronta para esuqcer de você, dessa vez seria de verdade. Esse era meu sinal. Respirei fundo, e ia começa a falar em voz alta as palavras finais, quando algo aconteceu. A musica trocou. “Você não me deixa ir, me deixe ir hoje à noite”, falava tonight, de lykke li. Eu tive certeza q deveriua te esquecer. A musica parou, a caiza de som tinha parado de funcionar. Eu tentei conserta-la, sem sucesso. Foi quando, depois de um tempo, já tendo desistido de ouvir musica, o som volta, e começo a escutar uma musica baixinha. Aumentei o volume: The call, Regina Spektor… “Eu voltarei quando você me chamar, não há porquê se despedir.” . Eu sorri, me lembrava bem daquela musica. Sempre a amei, de Narnia. “Só porque tudo muda (...) siga a luz”. Eu fechei os olhos, cantando aquela musica. Quando abri os olhos de novo, uma surpresa: alí piscava uma plaquinha do msn. >> ... acabou de entrar, falava: ele havia entrado. Quem sabe ainda não fosse hora de dizer adeus. Sorri, e então tive certeza que aquele era meu sinal.

Bjoss, juuh
vale a pena assistir!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

olhares

O ódio atravessou o espaço entre elas e colidiu contra os corpos femininos que se encaravam. As duas eram amantes de um mesmo homem, mas só uma poderia tê-lo.
E de fato uma o tinha.
O sorriso daquela que possuía aquela pessoa tão estimada era zombeteiro e tripudiava das lembranças tolas da outra.
A força arrebatadora da perda deixava aquela menina tão jovem fraca e incapaz de outro sentimento além da raiva. Ela mal podia fitar a outra nos olhos.
Porém era desconfortável também para aquela que tinha tudo nas mãos. Pois causar tamanha dor aquela menina partia também seu coração.
Mas era preciso que fosse assim.
Sofrer por algo que já não era mais seu tinha sido uma escolha tola da menina. Ela nada tinha a ver com isso. O menino era feliz com ela, tinha o amor que aquela garotinha nunca daria igual.
Mas, o fato era que a dor de uma era necessária para a felicidade da outra.
Então a garota olhou mais uma vez par aquela que a odiava.
Revestiu-se de uma indiferença e apagou os resquícios de piedade. Tanto para se proteger do ódio que a outra emanava, quando para rir-se de sua própria sorte. E por um momento, insano talvez, ela se deliciou com a desgraça alheia que realçava tanto a sua própria sorte.
E a outra? E a outra só murchava.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Cena de um sonho

Eu era criança e estava brincando com minhas amigas. Era estranho por que eu não as via a muito tempo, mas seus rostos estavam bem nítidos na minha mente.
Eu brincava de roda. E as mãozinhas delicadas delas tocavam nas minhas. Era doce e divertido.
Eu pisquei.
De repente as pequenas mãozinhas que eu segurava se tornarão maiores.
Eu não era mais uma menininha. Era uma moça. E segurava a mão de um rapaz.
Ele era bonito. Eu podia sentir, mas eu não podia ver seu rosto. Eu só sentia o toque de suas mãos macias entrelaçando-se nas minhas.
Ele tomou minha mão direita e enquanto brincava com meus dedos foi passando as costas das mãos em meus braços nus.
Em poucos segundos, que pareceram eternos, ele me puxou pra mais perto.
E nossas mãos se entrelaçaram e ficamosmuito perto um do outro. Como numa dança antiga nossas mãos se tocaram espelhando-se e eu o fitei dentro dos seus olhos negros.
Eu podia vê-lo agora. Ele era lindo.
Seus cabelos castanhos que caiam sobre a testa e ele tinha um sorriso que me lembrava os desenhos animados que eu via quando criança... Proporções perfeitas e uma pele morena sem nenhuma marca.
Ele parecia um anjo.
As mão deles largaram as minhas e se alojaram no meu pescoço. Ele acariciou de leve meu rosto e brincou com os cachinhos do meu cabelo. Minhas mãos também tocaram aquele rosto lindo.
"Qual seu nome?" eu sussurrei baixinho no ouvido dele.
"Raphael..... à l'air d'un ange" Carla Bruni cantou no toque de despertar no meu celular.
Eu acordei

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

apresentando ele aos meus pais....

Ele entrou em casa, cumprimentou minha mãe. Ela logo gostou dele. Óbvio, com aquela cara de menino alegre e aqueles cabelinhos cacheados parecendo um anjinho barroco quem não iria adorá-lo? Ele veio até a mim e me cumprimentou.
Dois beijinhos. Como se tivéssemos intimidade!
Minha irmã faceira do lado dele exibia uma imensa aliança de compromisso.
Ela já tinha conseguido seu Romeu. E eu, dois anos mais velha, sozinha assistindo a cena.
Novidade!
Ela era bonita e conhecia todo mundo. Era o xodó da família.
Sempre ela. A melhor em matemática, a que escrevia melhor, a que dançava melhor, a que saia mais, a que namorava mais, a que brilhava mais. E eu sempre só a irmã da toda poderosa.
Por que ela não se contentava com isso? ela ainda tinha que namorar o garoto mais cobiçado do colégio?
Meus olhos brilhavam sobre eles e eu os invejei no meu invólucro de solidão.
Naquele momento eu não sabia mas, eu namoraria outros rapazes, porém sempre o dela me pareceria melhor.
E de tanto eu desejar, um dia eles se separariam e eu invejaria a força dela ao esquecê-lo. E ele viria até a mim, como segunda opção. Mas eu não ia querer, não tinha mais sentido já que ele não era mais dela.
E eu, inconscientemente, segui a vida me alimentando da felicidade alheia, sem nunca ter me dado conta da minha própria felicidade.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

acordar

"Você é livre" sussurrou uma voz em minha mente
"Faça suas escolhas" a voz continuava, implacável.
"Você é responsável por elas." e eu me encolhi agarrando meu travesseiro
"Você é grandinha, já tem maturidade pra entender as consequencias."
"Cresça menina! Cresça e trilhe seu caminho."
Eu não queria ouvir mais, mas ela não ia parar.
"Cresça e adivinhe o resultado de suas escolhas."
"Você é livre pra escolher." e um sorriso irónico brotava de um rosto imaginário.
"Você é livre por que você é grande." e ele ria de mim
"Você é livre pra se arrepender e pra decepcionar aqueles que vc ama."
Ela não ia parar...
"Você não pode mais se proteger no colo na mamãe... você está sozinha..."
Eu tentava fugir mas a voz ainda ecoava em minha mente.
"Menina, não fuja de mim"
"Olhe a sua volta, menina. O tempo passa. Você não acha que já passou da hora de aprender?"
"Você é uma mulher, Menina! levante e viva"
Eu acordei e olhei em volta: Não havia nada pra viver.
Resignada, eu voltei aos meus 13 anos.

@bellapellegrini