domingo, 26 de fevereiro de 2012

Memórias de uma semana-sonho

Sorrateira, eu abri a porta do quarto
e ele estava lá dormindo, como um anjo.
Então deitei me, silenciosa ao seu lado.
E prometi pra mim mesmo que ele não sonharia mais sozinho
A partir daquele momento, nós sonharíamos JUNTOS!

principes


"Um dia você vai encontrar o homem da sua vida. Seu melhor amigo, sua alma gêmea, aquele que você poderá contar seus sonhos. Ele vai tirar seu cabelo dos olhos. Te enviar flores quando você menos esperar. Ele vai ficar admirando você durante os filmes, mesmo que ele tenha pago 8 reais para assistir. Ele vai te ligar para dizer boa noite só porque ele sente sua falta. Ele vai olhar no fundo de seus olhos e dizer: ‘’Você é a garota mais bonita do mundo.’’ E pela primeira vez em sua vida, você vai acreditar."
Esse texto não e meu, mas é lindo...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

cinzas

Haveriam, como premeditado, novidades.
Em breve, Marina supunha.
Não soube dizer se o que viria era bom ou ruim, nem ao menos em que resultaria.
Só uma palavra brotava desgarrada de sua mente: PROVE!
Do ponto de vista da curiosidade pulsante da menina, palavra exprimia seu significado mais óbvio: Experimente! Porem, do olhar da insegurança, significava apenas: Mostre a verdade!
E ambos sentidos se completavam na fragilidade dos olhos verdes da garota.
Marina, então analisou sua auto imagem em busca de respostas:
Frágil, desprotegida e com a alma cheia de pensamentos vis buscando a redenção. Desprovida de qualquer senso critico, de qualquer sutileza. Negava-se a pureza do branco, pois esse já não lhe satisfazia, mas ainda temia estar cedo demais para entregar-se à força do negro. Mas acima de tudo ela não queria ser mais cinza!
Queria escolhas e as temia ao mesmo tempo.
Queria ser cor, queria ser única!
Prove! escolha! Experimente! E acima de tudo não se arrependa,pois seres inicialmente cinzas não são feitos para a decepção.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

meu reino em pedaços

Sim, reclamarei da minha vida boa de princesa:
Mas antes um aviso: princesas também se magoam, também tem vontade de mandar tudo a merda, também choram e xingam, mas ao final das contas, ainda assim são princesas. Maquinadas e penteadas, elas estão prontas pro baile da vida, pois afinal, elas tem - e são- tudo do bom e do melhor.

Venho dizer, meus queridos amigos, que meu palácio abriu as portas para o grande julgamento. A horda de juízes que fingem saber de tudo, e os sábios de varias partes do mundo que querem meter o bedelho onde não foram chamados, estão afiadíssimos pra julgar.
Não haverá réus, eles julgaram uns aos outros, baseados em nada mais nada menos que suas experiências anteriores.
Então um começa, aleatório, e cospe uma serie de injurias.
A princesa, com pouca aptidão a julgamentos e uma tendência estranha a sentir penas dos condenados, entende que aquela mente perturbada só retira da sua própria mente seus temores, atirando-os sem piedade sobre o primeiro que aparecer. A princesa, ou eu se assim for melhor, permanece calada, sem saber que é julgada, também por seu silencio.
Então, aquele que foi acusado, como defesa natural, se diz ofendido pelas infundadas alegações, também contra ataca, e mais uma vez a princesa e posta a prova.
Então, ardilosos os dois se viram pra ela, sob a única acusação: você não pensa nem nunca pensou sozinha, você e igual a ela, igual e ele.
A princesa se retrai, assustada com a ferocidade de algumas verdades que saem, aparentemente inofensiva da boca de quem ela menos esperava. Mas ela procura entender, é cada vez mais dificil entender os requintes de crueldade de uma mente que ela pensava conhecer bem.
nada faz mais sentido e ela só espera que isso termine, ela quer a paz, mas não e justo desamparar seus aliados diante da guerra. Ela não tomará partido, mas secretamente, ambos a julgam defendendo a parte oposta, a julgam manipulada e incapaz. Exigem sorrisos e compreenções.

Sentada em meu trono, apenas espero, vendo meu reino sucumbir ao caus.
E meu coração, sucumbir a culpa de não poder proteger aqueles que amo.

Paralelos

Ele olhou nos olhos negros e convidativos dela.
Ela retribuiu, com um leve sorriso sedutor nos lábios.
Eles se aproximaram, como velhos amigos e amantes.
Então hesitaram.

Até ai, temos uma historia comum, de duas crianças que cresceram juntas, de dois amigos que um dia descobriram o despertar do amor. Mas esses dois, Ana e João, para dar nomes ao bois (talvez até fictícios, não sei ao certo), não eram um casal. Não por vontade própria mas por vontade de um destino.

-Você parece um menino nesse uniforme - disse João, com desdém
Ana riu, deslizando as mãos, provocativas, pela saia justa e longa que nada se assemelhava a um uniforme masculino. Exceto, talvez pelo fato das condecorações presas ao corpete de metal mostrassem que ela ocupava um alto cargo no exercito do seu pais.
-E você parece uma menininha com essa roupa e comerciante- ela respondeu, dando um ar mais informal ao encontro.
-O que faz fora do castelo? não devia estar servindo ao país? - ele provocou.
-Folga - ela respondeu, radiante- Ate os mais imprescindiveis merecem um descanso
-Modesta como sempre - ele falou, se aproximando.
Então eles, contrariando qualquer regra social se abraçaram longamente, como a muito tempo não faziam.
-Por que você foi entrar nesse maldito exercito? Agora posso ser preso apenas por conversar com você. - ele disse, num misto de revolta e decepção.
Ela apenas abaixou o olhar, insatisfeita. O tempo no castelo havia desacostumado Ana à decepções. Todos a respeitavam e faziam suas vontades, poré, pela primeira vez ,em muito tempo, ela via as coisas saírem de seu controle.
-Queria que você tivesse passado naqueles testes.
-Eu devia ter treinado mais com você- ele riu- Ou talvez ter competido com um adversário mais fraquinho.
-Realmente, você era muito mais bonito antes dessa cicatriz horrorosa - Ela disse acariciando de leve a marca deixada pela espada adversaria na pele branca do rosto de João.
-Ousada. - ele brincou afastando o toque dela.
Eles se olharam, Ele desviou o olhar.
-Ana- ele parou, voltando ao contato visual, mesmo que os dois ainda mantivesse certa distancia-Largue tudo e vamos fugir juntos pra onde não tem essas regras tolas de castas.
Os lábios dela abriram no inicio de uma frase. Mas nenhum som saiu. Alguns minuto se passaram, até que ela finalmente disse, apática:
-É tarde, eu encontrei meus destino, minha missão. Se eu fugir, deixarei parte de quem eu sou para trás. É incerto demais, não seria feliz sabendo que para estar com você devo deixar de ser a pessoa por quem você de fato se apaixonou.
Ele não disse nada, apenas olhou em volta e percebendo que não havia ninguém os olhando tomou-a em seus braços num beijo derradeiro. E por uma ultima-e única- vez, seus corpos ficaram unidos nos segundos de felicidade que eles levariam para sempre enquanto estivessem cumprindo suas obrigações.
E sem dizer nada, eles se afastaram e foram viver suas vidas. Como dois paralelos, que só se encontram no infinito.