segunda-feira, 29 de novembro de 2010

amorzinho

Você mudou.
Eu mudei.
Será que não é hora de nos conhecermos de novo?
Ju Up

domingo, 28 de novembro de 2010

MSN

Carol diz: olha a corrente que eu te mandei...

Hugo diz: o que você desejou?

Carol diz: Eu não desejei, se eu desejasse alguma coisa provavelmente não seria sensato.

Hugo diz: mas desejos são desejos, por que não precisam de lógica ou sensatez, só da vontade de querer!

Carol diz: não precisa sim... porque quando eles se realizam eles trazem conseqüências.... Eu não seria capaz de desejar algo proveitoso, eu estava emocionada e nostálgica.

Hugo diz e quem disse que não seria proveitoso?

Carol diz: ahsuahuhshuas... não seria, tenho certeza

Hugo diz: se é o que você queria, teria algum proveito!

Carol diz :as vezes a gente não quer o melhor pra gente

estranho né??

Hugo diz então pensamos estranhamente igual!

Carol diz: por que fazemos coisas das quais olhamos pra nos mesmos e temos vontade de nos estapear. Pior fazemos isso sem um pingo de arrependimento ou vergonha na cara

Hugo diz: talvez por que pensamos muito!

Carol diz: ou porque não pensamos na hora certa

Pensamos depois

Antes é impulso... e depois reflexão desnecessária

Hugo diz: acho que é por que depois que fazemos e depois ficamos procurando defeitos

Carol diz: e tem vontade se sumir quando a gente vê uma mínima bobagem q o outro nem reparou

Hugo diz: exatamente!

Ao invés de viver cada coisa, ficamos nos observando, procurando algo que não queremos achar!

Carol diz: e às vezes a gente pode pensar em outra cosia... Mas a gente recusa e volta pro mesmo pensamento fixo: nossa própria infelicidade inexistente

Ser humano é tão dificil né??

Hugo diz kkkk

Nos privamos da nossa própria felicidade, mas isso nos faz reconhecer quando de fato somos felizes, por que nessa hora não existem argumentos para contrariar!

As coisas boas são aquelas em que não conseguimos ver os defeitos, até porque, na hora o que vale é aproveitar!

Carol diz: sim exato... Quando a gente olha pro que a gente ta fazendo a gente descobre que somos os mais felizes do mundo, por que podemos controlar nossas tristezas, e não elas a nos

Hugo diz: até que cometemos o erro de nos trazer novamente as infelicidades!

Entender o ser humano é saber o que é um paradoxo!

Carol diz: "visto que a vida nada mais é do que viver cada coisa que acontece"


50 postagens!

texto especialmente pra alguem que eu adoooro muito (www.embriaquez-literaria.blogspot.com)


faroeste


Elisabetha, sozinha em cima do palco, olhava desesperada para os dois homens que ela amava.
Quando Ed Wood tinha entrado no salão, Evam di Lucca tinha se levantado e apontado a arma para o homem que tanto odiava. Elisabetha nunca tinha visto Evan tão furioso, seu rosto estava irreconhecivel naquela mascara de ódio.
Ed também pegou sua arma e ficaram os dois a espera de quem daria o primeiro tiro.
Naquele momento os músicos pararam de tocar e as dançarinas de can can saíram correndo. Só Elisabetha ficou estática olhando para os homens que um dia tinham sido seus.
Ela agarrou seu crucifixo com força e rezou para que nenhum deles se machucassem.
E suas preces foram atendidas.
Subitamente os dois olharam para ela, Ed Wood com o nítido desprezo de sempre e Evan di Lucca com uma expressão que ela entendeu como rancor.
E dois tiros ecoaram.
E Elisabetha caiu no chão com o vestido manchado de sangue.

Baseada numa cena narrada ao telefone com Lucas Santos...
tive que me segurar pra não por pokebolas e dragões na cena....
e Evan di Lucca falando: não vou matar, só multilar e ferir gravemente *.*
aahh e faltou o vento... e o trem...
fica pra proxima então

p.s: deixo bem claro que eu não gostei do final!

ideias vampiristas

Ele me deixou entrar na casa dele
"Entre, eu não mordo"
Foi seu primeiro erro.
Ele tentou me seduzir com mentira facilmentes detectaveis
Foi seu segundo erro.
Ele me trocou por uma loirinha masi nova
Foi seu terceiro erro.
Bastaram três
E ele descobriu que, ao contrario dele, eu mordo.
E mato.

sábado, 27 de novembro de 2010

finalmente o fim

Era o fim.
Assim que eu abrisse a boca pra fazer a primeira das mil perguntas que estavam em minha mente, tudo estaria acabado. "Durou tão pouco" eu pensei comigo mesma. Nós nem saímos sozinhos. Mas eu não tinha mais porque protelar a decisão.
Formulei a pergunta que eu tinha ensaiado varias vezes antes de dormir. Quando as palavras ganharam som nada saiu como o previsto.A frase mal tinha sentido. Repeti tudo dessa vez tentando fazer com que ele me entendesse. Esperei um tempo pra que ele respondesse e escondi a decepção quando a sinceridade dele destruiu meu castelinho de cartas.
Na verdade não havia necessidade nenhuma de fazer aquelas perguntas. eu já sabia a resposta. Mas por teimosia, ou estupidez, eu as fiz. E tudo voou pelos ares.
Aquilo que eu me forcei senti agora parecia muito real e as lembranças do meu teatro se confundiam com a verdade.
E depois de tudo, com o rosto ensopado de lágrimas, eu voltei pra costumeira solidão.

é antiga mas eu resolvi postar....

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

um fato:

Agora ela guardava numa caixa o coração que devia ter sido seu

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

carnaval de junho.

A colombina abriu o album emporeirado de fotos dos antigos carnavais. Em todas sorria o mesmo personagem: Arlequim.
Bonito e charmoso, ele não tardou em conquistar o coração de Colombina com juras de amor vazias e posias escritas por outros poetas.
Mas agora, no final do carnaval, Arlequim tinha ido embora. E colombina estava sozinha.
Sozinha não. Tinha o Pierrot. Sempre tinha o Pierrot. Ele sempre estava lá, timido e apaixonado.
Gastando horas com poesias e desenhos para Colombina.
Pra no fim ouvir apenas um "você é um grande amigo".
Era carnaval, mas tudo se parecia mais com a quadrilha de Drummond.
Pierrot fez os olhos de Colombina voltarem a brilhar, e eles brilharam pra um outro alguem, que nunca amou ninguem. E que hoje estava feliz. Como Lili.
E você, leitor, se pergunta:

Porque a Colombina não se apaixonou pelo Pierrot?
Por que ai, não haveria carnaval!

"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história"

(A quadrilha - Carlos Drummond de Andrade)

O menino do meu quarto

Eu acordei no meio da noite. Sentei na minha cama, passando a mão pelo pescoço e olhos. Foi quando olhei pela janela, como de costume, e percebi que havia sangue na minha cortina. Era uma pequena manchinha, no cantinho, mas ela claramente sangue, um sangue que havia se tornado comum pra mim. Passei a mão nele e cheirei, confirmando minhas suspeitas. Aquilo não era sangue normal. Era sangue de vampiro, quer dizer, tinha passado por um vampiro pelo menos.
Coloquei a mão no meu pescoço de novo, checando se havia sido mordida, enquanto pensava como minha vida era louca! Eu atraia seres sobrenaturais. Se eu não os chamasse (coisa que eu só fiz uma vez, mas por engano, e não foi muito legal, se é que você me entende) eles me encontravam. Vinham até a mim, pediam a minha ajuda, tentavam me matar ou fazer amizade. Principalmente me matar. E agora eu me dava conta de que um vampiro me mordera, mas que por sorte ele não havia me transformado. Pensei em quem poderia ser, havia tantos! Mas não podia ser nenhum deles, eles não podiam entrar na minha casa. Logicamente, esse seria um vampiro que eu havia convidado pra entrar? Quem? Foi quando eu ouvi um ruído no corredor. Agarrei uma estaca que sempre ficava no meu quarto. Minha respiração tornou-se mais rápida, assim como meus batimentos. Eu estava pronta pra lutar (ou correr). É claro que eu, vivendo no meio de seres poderosos e mágicos, tinha também meus “poderes”, como eu chamava. Uma visão melhor, uma audição mais aguçada, uma percepção melhor de coisas que os outros ás vezes não conseguem ver. Eu me deitei preparada. Foi quando o vi, meu vampiro. Apareceu sutilmente, nas sombras do meu quarto. Uma pessoa normal não teria percebido sua entrada, e nem eu, se não estivesse à espera. Estava na verdade morrendo de medo daquele vampiro desconhecido. Foi quando ele saiu para o feixe de luz da lua que atravessava meu quarto. Estava de jeans, camiseta e tênis, o cabelo bagunçado, os olhos num brilho feroz e amedrontador. Então eu o reconheci, já tinha visto aquele menino na minha rua. Eu conversei com ele, e ele pediu um copo d’água, e eu convidei-o pra entrar. Meu Deus, que burra! Eu chamei um vampiro pra minha própria casa, apesar de sentir que ele era diferente. Ele se aproximou, tocou meu braço e mostrou as presas. E eu acertei seu braço com uma estaca, e ele a retirou, espantado. E falou comigo:
“E então, lembra de mim, meu anjo?”
Sua voz era macia. Eu respondi, tentando parecer má:
“Lembro.”
Ele deu um sorriso torto e se aproximou, prendendo minhas mãos. Eu senti medo, queria fugir, mas talvez não tanto assim.
Ele se aproximou do meu pescoço, e eu, crente que ele iria me morder, comecei a tentar me soltar. Foi quando ele desviou do meu pescoço e me beijou. Eu não sabia se devia matá-lo ou não. Optei por beijá-lo, depois decidia o resto. Afastamos-nos, ele sorrindo, e eu soube que ele não me mataria, não naquela noite. Ouvi outro barulho, minha irmã. Ele caminhou para a porta do meu quarto, parando lá quando eu perguntei:
“Qual seu nome?”
“Arthur Zac. E o seu?”
“Annie Blanc. Posso esperar te ver de novo?” – Sussurrei.
“Claro.” – Ele falou, também num sussurro.
Ele soprou um beijo no ar, e eu sorri, recebendo o beijo e mandando um de volta. Eu limpei uma gotinha de sangue que vinha do meu pequeno cortezinho no pescoço. Ele sorriu e desapareceu nas sombras, e eu voltei a dormir.

J.U. Pellegrini

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

sobre meu coração

Havia nichos que deveriam ser urgentemente preenchidos por novas estátuas.
Minha catedral estava vazia e mal iluminada. E isso não era bom. Mas também não era ruim.
As estatuas do altar principal ainda estavam lá. Intactas.
E o som do vento batendo nos vitrais era envolvente e inebriante.
Anestesiada, não havia dor nem alegria. Só uma ansiedade de percorrer aquela vastidão e enche-la de experiencias e emoções.
E de repor as estátuas roubadas.
Mas eu não sabia onde achá-las. Ou talvez não me importasse tanto assim de estar sem elas.
Os nichos ainda assim, vazios, eram bonitos e bem decorados.
Mas não, faltavam-me as estátuas. Tenho certeza que eram importantes.
E estática eu me deixava confundir num mundo de ouro marmores e afrescos que adornavam meu eu.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

meu livro *.*

- Posso te fazer uma pergunta?- disse timidamente quebrando o silencio - Se eu te tocar, eu posso te sentir?
Ele permaneceu em silêncio, apenas levantou as mãos em direção ao meu rosto.
- Não, você não pode – ele respondeu acariciando de leve minhas bochechas.
Ele estava errado. Minha pele não podia senti-lo, isso era verdade, mas havia uma sensação estranha no lugar onde suas mãos estavam. Era como se ele estivesse acariciando minha diretamente alma.
Não se parecia com nenhuma sensação que eu já tivesse provado. Era algo novo e maravilhoso. Eu podia sentir uma espécie de calor vindo de suas mãos, como se uma brisa quente estivesse acariciando meu rosto.
Não havia matéria, era só uma espécie de energia.
Agora, mais do que antes, eu tinha certeza de uma coisa: Nós nos completávamos.
- Você está errado – eu disse colocando minha mão sobre a mão imaterial que me tocava - Eu te sinto.
Ele pareceu confuso. Mesmo assim eu não expliquei minhas palavras, até porque eu não conseguiria mesmo que quisesse. Eu esperava que ele entendesse sozinho.
-E você pode me sentir? – eu disse me certificando que ele também tivesse sentido a magia do momento.
-Claro, mas não do mesmo jeito que você me percebe. Para mim você é tão real quanto qualquer coisa viva a minha volta. Eu posso sentir seu toque, ainda que eu duvide que você possa sentir o meu.
Agora eu que estava confusa.
Eu encostei com um pouco mais de força sobre as constas da mão de Hugo, que agora estava sobre o banco em que estávamos sentados. Minha mão conseguiu atravessar a dele. Não fazia sentido que ele pudesse me sentir como uma pessoa normal.
Olhei pra ele confusa. “Não entendi” eu disse baixinho.
- Você como todo ser vivo, é composto de alma e corpo – ele disse respondendo as minhas perguntas antes mesmo que eu as formulasse - Eu não posso sentir seu corpo. Mas tenho total percepção da tua alma. Eu sinto quando ela me toca, eu sinto quando ele deseja estar mais perto, ou quando ela está confusa. – eu encarei seus olhos castanhos totalmente desnorteada e ele completou segurando minha mão - Como agora.
- Minha alma também pode te sentir- eu completei o pensamento – Só que eu não sei compreender tão bem essa sensação quanto você faz.
- Então eu vou ter que te ensinar – ele brincou.
De repente eu senti que rosto dele estava cada vez mais perto do meu. Agora além de tudo eu podia sentir um perfume que vinha dele. Era um cheiro inexplicável. Doce e fresco ao mesmo tempo. Parecia-me familiar. Cheirinho de infância, algo que me lembrava bebes gordinhos e rosados e ao mesmo tempo campos verdes com crianças brincando. Como tudo em Hugo, era inexplicavelmente perfeito.
Quando dei por mim, eu estava de olho fechado. E ele tinha os braços em volta do meu pescoço e o rosto bem perto do meu. Ele foi se aproximando e suavemente tocou seus lábios nos meus.
Dentro de mim houve uma explosão. Uma corrente elétrica percorreu meu corpo. Tudo parecia rosa ao meu redor. Fechei os olhos. Não podia mais vê-lo, mas eu sabia que ele ainda permanecia bem perto de mim. Talvez seus lábios ainda estivessem em minha boca, mas eu não queria abrir os olhos pra ter certeza.
Tudo parecia um sonho. E se fosse eu jamais ia querer acordar.
Eu senti que a sensação estranha de felicidade súbita ia se afastando lentamente, abri os olhos e ele estava apenas com a mão sobre a minha. Entendi de imediato por que ele me soltara. Nós tínhamos uma corrida contra o relógio. Era necessário deixar a magia um pouco de lado e voltar para realidade.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

uma viagem na maionese

Ele estava sentado sozinho na escada do colégio. Eu me aproximei e vi que ele estava chorando. "Está tudo bem Renato?" Ele tomou um susto ao ouvir seu nome saído da boca de uma desconhecida. "Você me conhece?" ele perguntou numa postura defensiva "Do blog" eu respondi. Ele me olhou fixamente por um instante e eu fiquei meio vermelha.

"Peraê, eu conheço você: Você é a ex do Erick."

Eu sorri e balancei afirmativamente a cabeça. " E pelo que eu to vendo você também é" eu disse.

Ele fez que sim.

"Vocês brigaram?" eu perguntei de intrometida.

"Na verdade nunca tivemos nada serio, foi só coisa da minha cabeça" ele disse enxugando os olhos vermelhos. E eu sentei do lado dele.

"Pra mim é tão estranho conversar com um garoto sobre garotos" eu falei alto demais.

"Ahh você é preconceituosa..." Ele comentou, acho que também alto demais. "Ele que te disse isso não é? Mas eu não ligo, deixe que ele pense assim".

Ele me fitou como se tentasse entender aonde eu queria chegar, e eu, por minha vez, não queria chegar a lugar algum. Por algum tempo ele pareceu desistir e comentou " Ele foi meu primeiro garoto" eu fiz que entendi, apesar de não ter captado direito o significado do que ele dissera "O meu também" eu emendei.

Daí ficamos em silêncio. Por horas (pelo menos no meu ponto de vista).

E do nada, num uníssono nos dissemos : "ele é um idiota". E rimos.

De repente ele pegou minha mão. E num ato de impulsividade me lascou um beijo.

Seria a vingança perfeita, pra nos dois. Se não tivesse sido tão ruim aquele beijo. A gente se olhou, quase com nojo. E rimos, de novo.

"Como ele consegui ficar com você?" nós novamente lemos o pensamento um do outro.

Eu me levantei, ainda rindo e me encaminhei pra minha sala de aula. Ele fez o mesmo. E nunca mais trocamos nenhuma palavra ou beijos estranhos. Mas toda vez que nos esbarrávamos no corredor tínhamos que esconder um sorrizinho malandro que insistia em brotar toda vez que lembrávamos dessa cena.



ahh gente, vai me dizer que não é uma boa ideia?? ahsuahsuhas

impraticável, mas uma boa ideia...

uma cena que não vai acontecer....

Ela correu e o abraçou fortemente.

- desculpa - ela sussurrou.

Ele a afastou com delicadeza, e fitou calmamente os olhos dela cheios de lágrimas, como se disse "eu te perdoo mas, desculpe, eu não posso fazer promessas".

Ela sem ação apenas fitava aquele rosto lindo que ela se acostumara a ter do seu lado. Ele colocou os cabelos dela atrás da orelha e esboçou um pequeno sorriso encorajador. Ela nada fez.

Eles podiam ficar assim a eternidade se uma lágrima não escorresse dos olhos dela. Ele passou a mão pela bochecha dela tomando a gotinha em suas mãos. Ele a pos na boca e brincou "é salgadinha". Ela forçou um sorriso.

Ele a abraçou de novo. E sussurrou: E se eu te dissesse que preciso de ti um pouco mais?

- Ai eu seria a mulher mais feliz do mundo, mas apenas por instantes, até que tudo voltasse a ser como agora e meu coração se partisse novamente.

Ele segurou as mãos dela.

- Mas eu jamais recusaria um décimo de felicidade, mesmo que o preço fosse mais lágrimas...

Ele a beijou, e eles ficaram assim, fazendo da alegria um descanso para os corações cansados de amar. E naquele momento não haveria lágrimas, nem pensamentos futuros.

domingo, 21 de novembro de 2010

um diálogo interessante

-Ela te traiu?
-Não
-Ela te usou de alguma forma?
-Não
-Ela te disse antes que não queria uma namorado?
-Disse
-Então, quem partiu seu coração foi ela ou foi você?


qualquer semelhança com a vida real é mera coincidencia...

sábado, 20 de novembro de 2010

sinais

texto real escrito a pedido de Jessica Cosser. Eu achei o começo meio emo demais, mas enfim ela gostou do final e eu não podia postar um final sem começo... ENFIM... vamos a historia... leiam se quiserem...

Sabe quando não acontece absolutamente nada de interessante na sua vida? quando tudo é tédio e monotonia? Quando os pensamentos indesejados dançam em sua cabeça 24 horas por dia? Quando você anseia por uma misera surpresinha e nada? Pois bem, é nessa horas que as vezes eu rezo pedindo a Deus que não desista de mim. Por que sinceramente as vezes eu desisto. Dessa vez eu tentei algo diferente: Eu pedi um sinal, um sinal que existia esperanças.
Se não tivesse um sinal eu mesmo o faria. Estava decidido. Tinha todo o dia de quarta pra ver o poderoso sinal.
Ele veio de manhanzinha. Meio tímido, meio forçado também. Mas como não teve outro, ficamos com esse mesmo.
Acontece que na saída da ponte, lá perto do pedágio, algo me chamou atenção: No alto daqueles enormes prédios todo de vidro tinha uma porta, que eu nunca tinha notado. E ela estava aberta.
É eu achei que isso tinha mo pinta de sinal. Comecei a tentar interpretá-lo. Foi ai que a Katy Perry entrou cantando no meu celular: "Maybe you're reason why all the doors are closed. So you could open one that leads you to the perfect road" que é algo como "Talvez a razão pela qual todas as portas estejam fechadas. É que você possa abrir uma que te leve para a estrada perfeita". Eu achei isso tão legal!
Viu então era um sinal. E dos bons. Havia uma esperança afinal de contas.
Eu sorri e o dia pareceu bem mais divertido.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

escolhas e meu playlist

Escolhas: fiz as erradas
Era o começo de um texto da Julia, mas eu resolvi adaptar. Não era por nada, eu só estava cansada. só isso. E com fome. Daí meu pensamento viajou pelos acontecimentos perdidos na minha cabeça. E eu me fiz de vítima enquanto Nando Reis cantarolava insistentemente que "o amor pode estar do seu lado".
E numa infantilidade travestida de altruísmo eu imaginei que tinha escolhido renunciar a algumas coisas pela tua tão estimada liberdade.
Pensei que meu futuro não tinha sido bem definido por mim. Lembrei das respostas mecânicas dada ao famoso "tá gostando da faculdade?".
Minha memoria não estava boa.
Lembrei-me também de que eu ainda não sabia nada, que eu tinha muito o que aprender. Muito o que viver e experiências (e independências) que já tardavam a chegar.
E isso me cansou.
Como de eu já não tivesse cansada o bastante. E com calor. Muito calor. E com a tonta da Cláudia Leitte cantarolando que "melhor é voar a dois". Como se saber disso mudasse alguma coisa.
Não me arrependia dessas escolhas. Ou talvez elas nem de fato existiram.
Eu não sabia. Nem queria me ater ao passado. Nem ao futuro. Mesmo que o presente se resumisse ao tedio de um engarrafamento.
Eu lembrei, num ultimo fio de esperança, que eu tenho orgulho de ter escolhido meus amigos. Mas talvez seja porque eles tenham me escolhidoe não eu a eles. Talvez eles saibam fazer escolhas melhor do que eu -ou talvez não.
Mas ai o ônibus chegou no terminal. E eu guardei a caneta e o papel A3 cuidadosamente dobrado pra se tornar meu rascunho. A vida não ia me dar tempo de pensar demais, eu tinha dever de casa pra fazer.
E eu deci do onibus com o xote do falamansa me dizendo que "se fui eu que escolhi assim, não quer dizer que seja bom pra mim..."

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A ultima carta de um (quase) psicopata

Olá, pequena curiosa criminalista. Oh, Lays, tome isso como um testamento. Sim, agradeça-me, eu não vou morrer guardando segredos. Sim, porque eu vou morrer, eu sei disso, porque tudo está se cumprindo. Bom, esse é o fato, se você não for muito burra achará essa carta.
Sim, sim, sim. Você acertou, mais uma vez. Assassinado. Por mim, é claro. Ele estava atrapalhando meus planos. Ele sabia O segredo. Não, tolinha, claro que não vou contar qual é O segredo. Não sou tão bom assim, meu bem. Ele é sublimo, e você é indigna, uma porca imunda. Só uma pista: tem a ver com os maiores segredos da humanidade, assim como símbolos, monumentos e movimentos. Só digo isso. O resto, deduza você mesma.
Mas então, Lays, está pensando como eu sou inteligente? Eu seria um bom amigo. Mas você não quis, como sempre. Tudo bem, vou ter que explicar, sua orgulhosa. Você nunca vai deduzir sozinha.
Foi tudo um tanto teatral, eu sei. E o idiota ainda quis tentar mandar uma "mensagem" escrevendo no chão com o próprio dedo. sabia que pesquisariam as digitais na sala. O que foi mesmo que ele escreveu? Ah sim... Não precisa me falar, já lembrei! um sequência de livros com dicas para O segredo. Idiota. Eu deixei, é claro. E fui esperto o bastante para usar luvas.
Como o matei? Pense, Lays, pense! Marcas pelo corpo, um joelho roxo, os braços arranhados, substâncias no corpo, falaram que foi sufocamento por uso de drogas... Claro, criaturinha! Agarrado pelo braço com as unhas, depois jogado de joelhos no chão e imobilizado. Dei piscilocibina a ele. Aquele chá de cogumelo, querida. Efeitos alucinógenos. Daí pra frente foi fácil! Enquanto ele "viajava" no seu mundo, sufoquei-o pelo pescoço, e fiz outras marcas no corpo pra despistar. E ai, gostou?
Bom, teria dado mais certo se você não me perseguisse. Ou a outra corrente Do segredo. Como disse, eles vão querer me matar. Mas não importa. Ai ai, a missão está salva!
Então, criminalistazinha, o que achou? Esperteza minha, não? Eu sei, eu sei. Mas tenho que ir apreciar outras coisas agora.
Beijos, Lays.
Adeus, sua criminalistazinha de merda. Mas eu adoro você mesmo assim.

Por Julia U.P.
p.s: ahh... copiando totalmente o estilo de "Maya Fox" eieuieuie
um testinho a pedido de Lays Bretas s2 (mais tenso um pouco) euieuie
bjoss

domingo, 14 de novembro de 2010

uma segunda chance

O sol da manha bateu na minha cama e eu fui lentamente despertando. Eu a tinha visto nos meu sonhos. Ela estava linda e eu senti saudade dos velhos tempos.
Era hora de deixar o orgulho de lado e pedir desculpas.
Olhei para o relógio: 11h. Era um bom horário, ela já devia estar acordada. Pensei melhor, sem coragem pra pegar o telefone. Demorei bilhões de anos pra discar os números. Mas finalmente reuni minhas forças para esperar até o fim o telefone chamar.
E se ela não atendesse? Eu não queria nem pensar na possibilidade... eu precisava falar com ela... o mais rápido possível... seria minha ultima tentativa... eu estava completamente nervoso.
"alô" ela atendeu de má vontade
"bom dia" eu disse com a voz animadinha demais.
"bom dia" ela continuava tentando atalhar nossa futura conversa.
"eu queria..." ela me interrompeu
"queria me usar mais um pouco? brincar mais com meus sentimentos? me envolver e depois me jogar fora por eu não ser suficientemente boa pra você... eu acho que não!"
Eu não consegui dizer mais nada. As lágrimas embaçaram a vista e minha voz falhou. Por um momento fiquei estagnado ouvindo o tu tu tu do telefone. Sem ação, sem ânimo. Minha carta de desistência estava finalmente assinada.
O alerta de mensagem tocou.
Eu não iria ler, mas mecânicamente eu fui ver quem era. Era dela! Não me contive: Abri.
"Você está errado, mas eu te amo, e preciso de você".
As lágrimas continuaram a rolar, mas dessa vez foram de felicidade. Um sorriso brotou dos meus lábios e eu peguei a chave do carro pra ir até a casa dela. Era hora de recomeçar.

momento poeta

veio simplesmente pronta na minha cabeça e eu não tenho a minina ideia do que quer dizer...

Na solidão de um quarto escuro
uma vela acesa
e dois corações apagados.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

em outros pontos de vista

Não é verídico, mas eu precisava entender...

Ela me olhava convidativa. Ela era bonita eu sei, mas não me parecia certo aquele tipo de convite. Mas aqueles olhos azuis não em deixavam muita escolha.
“Elena você quer mesmo fazer isso?” eu pensava comigo mesma. Não havia uma resposta racional. Era só instinto e vontade. Parecia-me curioso e irresistível.
Correspondi, para surpresa dela, o olhar e deixei que ela se aproximasse. Ela era simpática, muito mais interessante do que um rostinho bonito.
De repente nos estávamos cada vez mais perto. Os olhos se fecharam e os lábios ficaram mais próximos. E as luzes dançaram ao meu redor.

let's go masquerade

Caminhei entre as pessoas no salão sabendo que eu estava deslumbrante na minha fantasia de dama medieval. A noite caia lá fora e as luzes bruxuleantes do átrio principal dama uma impressão fantasmagórica ao mar de mascaras que me cercavam.
Mas nessa noite nenhuma delas me interessava. Somente um rosto aparecia em minha mente a dias. E eu sabia que hoje eu encontraria o dono.
Eu sempre soube quando alguém cruzaria meu caminho. Era um dom. Um aviso para saber de antemão se deveria aproximar-se ou não. Dessa vez. a mensagem era clara: fique longe
Mas a curiosidade pulsante me fez ignorar totalmente meus instintos. Eu tinha que saber quem era esse menino.
Havia um garoto vestido de fantasma da opera me olhando. Mesmo com a masca eu reconheceria aquele sorriso lindo em qualquer lugar: Era Ele
Ele se aproximou e segurou minha mão:
- Quer dançar? - disse ele
-Claro - eu respondi totalmente hipnotizada pela beleza daquele garoto
De repente seus olhos reinaram um estranho brilho violeta e meu corpo estremeceu. Eu achei que conhecia aquele rosto, mas eu estava enganada. Ele não era quem eu esperava.
-Você não devia dançar com estranhos - ele falou segurando meu corpo ainda mais perto do dele.
Por um momento eu não sabia o que ele era. Quando ele me encarou com seus estranhos olhos violetas eu tive certeza de que eu não teria tempo de descobrir.
Num grito ecoou pelo salão e os jornais do dia seguinte noticiaram o sumiço de dois jovens em uma festa de escola.
Esse foi meu primeiro texto que eu escrevi pro blog... só não postei ainda não sei pq... eu queria mudar algumas coisas... mas resolvi deixar na integra msm.
Beijos Bela

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

video

amostra de talentos:

coreografia: Julia Uliana (e ajudinha de nosotros)

Texto: Bela Pellegrini

musica: Davy jones- hans zimer

domingo, 7 de novembro de 2010

um gif (?)


bateu a nostalgia da epoca de flogão arijubela. resolvi postar um gif animado
hasuahsuahsa
http://www.flogao.com.br/arijubela

terça-feira, 2 de novembro de 2010

passado

Um único garoto no terceiro período, uma mãe que me chamava de nora. Uma rosa no dia dos namorados

E eu não sabia nada sobre o amor


Três amigas. Um coração que não se rendia as paixões platônicas. Um garoto de cabelo grande que sabia desenhar. Um bombom e uma foto no ultimo dia de aula. Uma carta apaixonada. Uma resposta cruel

E eu não sabia nada sobre o amor, mas sabia fingi-lo


Uma festa junina. Um garoto desconhecido. Um pressagio forte. Um desafio estranho "Você não resolve meu problema, resolve?". Uma surpreendente coincidencia. Duas pessoas unidas ao acaso num primeiro beijo. Um papelinho com msn pra eu não esquecer do que era inesquecivel.


E eu não sabia nada sobre o amor, mas sabia que amar era estranho.


Tempos infinitos. Pessoas sem importância. Um coração se rendendo a desilusão.


Eu não sabia nada sobre o amor, mas ansiava cada vez mais por ele.


Um garoto se aproxima, Uma declaração de amor. Uma mentira. Um não.


E eu não sabia nada sobre o amor, mas pela primeira vez eu me senti amada


Vários garotos aparentemente iguais. Um convite inusitado. Uma confusão de ideias. De novo um pressentimento. "Você terá uma surpresa, você sabe qual dele será??"

Eu não sabia... de nada


Uma pergunta sem propósito "Você toca violino?". Outro presságio. Uma escolha. E naquele dia eu flutuei de volta pra casa.

Um passeio com os amigos. Um ônibus que se mexia demais. Contactos não evitados. Duas mãos que se buscaram. Pensamentos que se expandiram para fora da minha mente. Uma despedida que doeu. Outro pressentimento de que seria breve.


E eu não sabia nada sobre o amor. Mas me deixei tentar.


Falas emboladas. Nervosismo sem explicação. Um abraço antes de entrar em cena. Uma surpreendente aproximação. Mãos que se entrelaçaram. Lábios que se uniram. Um beijo no olho mas dois corações que nunca chegaram perto de se cativarem. Um adeus.


E eu não sabia nada sobre o amor. Mas ele me pareceu delicioso.

E eu vou sempre esperar o dia em que eu poderei prová-lo.


por Izabela Pellegrini


um p.s estranho: enquanto escrevia alguns dos meninos citados ficaram on-lin... #estranho

lembranças de uma agora

Eu caminhava pelas ruas gélidas de Londres. Era um lindo dia, admito, mas meus pensamentos voavam por outros lugares. Voavam por certo olhar doce, por palavras bonitas ditas uma vez. Voavam por uma pessoa que mal conhecia! As poucas vezes que ficamos juntos foram o bastante para que dominasse meu coração. Lembrei-me daquele dia no supermercado, onde o conheci. Lembrei de confundi-lo com um amigo, de rir quando descobri que tinha errado. Lembrei de quando eu prendi o carro dele naquele mesmo dia na vaga do estacionamento, e ele, irritado, começou a rir depois de descobrir que era eu. Lembro-me de irmos tomar um café, como amigos, e de ficarmos até tarde conversando. Lembro dele me ligando, e de sairmos para andar a toa, para conversar, e do beijo roubado, e correspondido. Lembro de ele falar da ex-namorada que queria voltar, e que ele voltaria com ela. Lembro das lágrimas derramadas, mas escondidas ao ajudá-lo comprar roupas pra namorada, e depois de não mais nos encontrarmos, até o dia em que eu liguei pra saber noticias, não que eu não soubesse, porque eu sabia tudo da sua vida, mesmo que eu não admitisse. Lembro dele falando que não estava feliz, que estava com saudade, lembrei dele marcando na cafeteria de sempre. E agora me vejo indo ao encontro dele. Ouço as mesmas palavras bonitas, os mesmos olhos. E finalmente digo o quanto estou apaixonada por ele, e ele fala o quanto me ama. Ele me conta que terminou com a namorada e percebeu que me amava mais que tudo. E enfim, feliz, posso estar em seus braços e sentir seus lábios, os lábios do meu namorado.
por Julia Uliana
"Abrindo um antigo caderno
foi que eu descobri:
Antigamente eu era eterno."
(Paulo Leminski)

estava remexendo uns cadernos velhos e achei isto:

Eu abri a caixa que aquele garoto, que agora me encarava com seus penetrantes olhos verdes, tinha me dado. Ele disse que a caixa continha o que eu tinha procurado a vida toda. Como se ele soubesse alguma coisa sobre meu passado.
Eu abri a caixa e UAU! ela tinha....

e a historia não continuava... e até agora eu to pensando que raios tinha na caixa! vc, sabe me dizer??

por Bela

momento poeta

Depois da ventania
Um sopro de um vento morto
Ineficaz


não sei de onde veio isso, tava na minha agenda sem referencia de autor... talvez seja meu mesmo.... eu gostei... faz sentido.