sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

diario 3

Ela tinha ultrapassado todas as barreiras do bom senso: Um e-mail se declarando tinha sido o auge da maluquice completa.
Sem nenhuma noção!
Ela sentia uma pontada de arrependimento e muita vergonha do que tinha feito, mas agora a merda já estava executada. E ela ansiava desesperadamente pela resposta dele.
O que ela não sabia é que uma garota de 14 anos nunca estaria preparada para ler o que se seguia. Ele foi até simpático com ela, pediu desculpas, foi educado (o que a deixou com muita raiva, pois ela começava a ter pena de odiá-lo) mas em meio as palavras doce daquele toco ele veio com a belíssima pérola "você é muito magra, gosto de meninas mais fofinhas".
Legal, era um eufemismo pra você é feia sua magricelas!
Ainda bem que ela não acreditava nessas coisas...
Pera aê, ela não acreditava mesmo??
Anestesiada ela aprendeu a não sentir raiva dos homens, aprendeu a não guardar magoas e a não se aproximar mais. Então ela disse que não ia esperar mais (embora o que ela mais tivesse feito fosse esperar). E ficou assim, olhando pra si mesmo como alguém que um dia, talvez, com muita sorte, voltaria a gostar de alguém (e arrisco a dizer até de si mesma)... o que é óbvio aconteceu antes do que ela esperava.
Aconteceu assim que a menina foi morrendo e a mulher começou a despontar.



Hoje eu sonhei com ele, engraçado né?

e um dia eu mostrarei a resposta na integra... é só eu acha-la... e torço para que não tenha perdido...

e sim chegou ao fim... julguem por vocês mesmo as semelhanças das três historias :)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

diario 2

Sentada na minha escrivaninha completamente relaxada eu conversava com meu amigo após quase todo mundo ter saído da minha memorável festinha de 15 anos.

Eu ri, era a primeira vez que eu convidava um menino da minha idade para entrar na minha casa. Ele não tinha a menor ideia da honra de ser o primeiro a adentrar neste santuário.

Eu não estava sozinha, logicamente, mas o fato de estarmos conversando sobre "gostar de alguém" de forma tão natural me surpreendia. Ao mesmo tempo que me parecia completamente surreal que aquela menina tímida que se sentia tão ridícula perante os meninos estivesse tão solta nessa situação.

Então aconteceu algo que ficou registrado na minha memoria, como uma forma de lembrar me que o meu único grande problema era se aproximar, que eu não era chata por completo.

Ele, lá de cima de sua cama (se sentindo totalmente a vontade eu diria), disse:

-Nunca te imaginei assim

Eu olhou fixamente pra ele

-Assim como?

-Tão solta... Tão feliz... sei lá...- Ele se embolou nas palavras - Você sempre pareceu tão seria e nerdizinha... nunca que eu ia te imaginar sentada na escrivaninha falando que nem um papagaio...

Ele riu e acrescentou

-Prefiro você assim

E com um sorriso eu pensei que talvez não fosse tão ruim assim ser eu.

diario 1

Bem, os posts que seguirão serão três historias reais (devidamente alteradas pelas minhas impressões e preservando a identidade dos envolvidos) que não se ligam nem um pouco umas com as outras, muito menos são interessantes... mas me vieram a cabeça como interligadas...
queria usar a ordem cronológica real, mas a ausência de um pedaço da primeira historia me impede. Então comecemos do fim!



- Vai lá seu bobo, é hora de você trabalhar.
Ela disse sorridente enquanto o mandava embora delicadamente. Ele a beijou de surpresa e ela se derreteu toda.
Era tão difícil mandá-lo embora!
-Vai logo antes que eu me arrependa de deixar você ir.
Ele foi andando em direção a porta. Do nada ele se virou, caminhou até ela, a empreensou contra a parede e lhe deu mais um beijo. E sussurrou ao seu ouvido "Deixa eu ficar mais um pouco"
-Não, bobinho... Obrigações sem primeiro lugar -ela disse fazendo pose de mais velha.
-Vou cumprir minha obrigação então - ele disse com sorriso de menino sapeca
"Já cumpriu" ela pensou com uma pontada de desgosto. Às vezes ela sentia que ele só estava com ela por obrigação e que o prazer de estar junto já tinha se esvaído a muito tempo, embora ela ainda o sentisse.
Mas, definitivamente, não era a hora de mandá-lo embora. Ainda não era a hora de libertá-lo.
O sorriso de menino e as demonstrações de carinho a convenciam de deixá-lo ultrapassar as barreiras nunca antes exploradas, rumo ao seu coração.
No dia de mandá-lo embora (antes que ele mesmo o fizesse) ela não precisaria dizer adeus. Ele mesmo, depois da eternidade de silencio ao seu lado, caminharia até a porta e se despediria com um beijos xoxo. E ela nem desconfiaria que aquele seria o ultimo.
Tolinha ela, mas feliz.



Esse eu não tenho grandes certezas de que é real... talvez tenha varios pedaços de coisas que eu me lembro como uma só. Os outos serão menos confusos eu prometo.

um aviso!

Sua pele fria acariciava aquele corpo quente que se deitava em seu colo como uma criança nos braços da mãe.
Mas aquele menino, ali deitado, não via Lúcia como uma mãe. Mas não era para menos, ela era assim, alguém que atraia jovens corações solitários, os escravizava e os partia.
Lúcia era feita para destruição. Não por escolha, mas por destino. Ela nada podia fazer além de alertá-los "eu nunca poderei te amar" ela avisava aos que se encantavam por seu mistério. Mas eles insistiam em buscar segurança e sentimento onde só havia liberdade.
Para ela, dor deles não era divertida tampouco a machucava. Ela tentava impedi-los, mas de certa forma ela já havia se resignado com seu destino e dos homens (ou meninos?) que cruzavam seu caminho.
No entanto, com esse garoto era diferente. Era queria protegê-lo, não importasse o que isso lhe custasse. Ela havia pedido, implorado até, para que ele se afastasse - talvez por falta de coragem de ela mesma ir embora- mas ele continuava cada vez mais perto do seu coração gelado. Como se ousasse tentar (em vão, obviamente) derretê-lo.
Tolinho!
Então ela continuava a acariciar aqueles cabelos lisos e sedosos deitados no seu colo. Lavando a suas mãos por destruí-lo. Perdoando a si mesma e à estupidez daquele menino. Então ela só aproveitava aquele momento e todo o sentimento alheio que fortalecia ainda mais sua sede de solidão.
por @bellapellegrini e não, não falo de ti.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

tipo certo de menino errado.

Ela dançava ao som da música de mesma batida. Não, ela não dançava. Ela simplesmente inclinava a cabeça para trás (de forma que seus longos cabelos lisos emoldurassem suas curvas perfeitas) e deixava que as ondas sonoras sacudissem seu corpo.
Na aparência ela era como um nephilim, com sangue de anjo e aparência semidivina porém com o mistério e o perigo de uma criatura nem humana nem anjo. Sua roupa branca brilhava sob a luz negra, o que fazia sua aparência ainda mais angelical e desafiadora.
Mas por trás de toda essa segurança ela era só Cristina, uma menina tímida, frágil e sonhadora.
A típica moça de família, que toda mãe gostaria de ter como filha.
Entretanto, quando ela dançava ela parecia uma mulher incrivelmente sedutora. E ela gostava disso. Ela gostava do poder de atrair qualquer olhar que ela desejasse.Então ela olhou ao redor, como se estivesse à caça, escolhendo o garoto que seria dela aquela noite.
Nesse momento, apareceu Ian, ruivo, olhos verdes e pele branca. Ele era magro porém com formas definidas e levemente mais alto que ela. Mas o que lhe chamou mais atenção foi o discreto alargador de prata em sua orelha e a tatuagem discreta em seus braços. Junto com aquele sorriso descontraído, o alargador e as tatuagens lhe davam aquela cara de menino malvado (daqules que você não ousaria apresentar para sua mãe) que nenhuma garota resistiria.
Ela o desejou, com toda a força. Porém sua consciência a proibiu totalmente disso.
Ele era nitidamente o garoto errado. Suas amigas ficariam completamente chocadas se eles se envolvessem aquela noite. E ela riu-se do seu gosto peculiar.
As feições dele escondiam um passado desafiador que ela gostaria de descobrir, porém ela tinha medo de se envergonhar com o que descobrisse. Decência não era exatamente o que se via naqueles olhos verdes e intensos.
Definitivamente era proibido (o que o fazia ainda mais irresistível), mas naquele momento todas as células do seu corpo ansiavam por aquele garoto. Ele era seu pólo inverso, seu oposto, a peça do quebra cabeça que encaixava na sua, por que todo mundo sabe que peças iguais nunca se encaixam tão bem. E ele, com certeza não tinha nada de igual.
Ela pensava enquanto o observava dançar. com os olhos fixos ela deixou que ele a observasse também. Por vezes os olhares se cruzaram. Mas nada aconteceu.
De repente o celular dela tocou, e ela viu a hora. Hora de ir embora. Não houve decepção. Ela voltaria aquele lugar logo. E ele, ela esperava, voltaria também. Era dar tempo ao tempo.

sem explicações...

"Hoje compreendo-o.
Tudo lhe perdoo, tudo perdoo aos que não sabem se prender, aos que fazem perguntas.
Aos que procuram motivos para viver, como se a vida por si mesma não se justificasse."
Clarisse Lispector
ps. eu te amo

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

adolescentes

Clarinha tinha acabado de voltar da sua primeira festa. Ela estava ansiossisima para contar para todas suas amigas como tinha sido a sua primeira noite não dormida. Sua primeira festa só com as amigas que tinha ido até de madrugada e na qual ela tivera coragem de fazer o que ela não esperava de si mesma.
Ela tinha dançado muito, cantado, gritado... Tinha sido maravilhoso, e ela se sentia super feliz.
E ela tinha um segredo: Ela beijou um garoto na festa. Assim, sem compromisso, como gente grade faz. Ela estava tão feliz com isso. Parecia-lhe irresistivelmente "proibido". E ela gostava da sensação de estar fazendo a "coisa errada".
Ela mal conseguiu dormir quando chegou em casa, mas ela precisava descançar. Seu corpinho de adolescente não estava acostumada a sair da rotina. Por mais cansada que ela estivesse, a ansiedade de contar para as amigas era tão grande que ela não pode dormir por mais tempo, então ela acordou umas 11h da manha, já achando que tinha dormido demais.
A primeira coisa que ela fez foi ligar para a melhor amiga dela, e depois pra outra que compunha o trio. Elas conversaram horas numa animação de primeira vez que adulto nenhum entenderia.
Clarinha não podia estar mais feliz e empolgada com sua nova esperiencia.
Ela tinha vontade de contar pra todo mundo!
Ai ela entrou no MSN e o garoto que ela gostava estava on.
Ela não sabia direito porque, mas ela tinha que contar pra ele sobre sua noite...
É claro que ela omitiria o menino do beijo e talz... Mas, pensando bem, até que seria bom que ele soubesse...
Será ele perderia a boa imagem dela?? Ah... mas ela iria dar uma indireta, talvez isso despertasse um leve ciumes nele. Parecia uma boa ideia.
Ela puxou assunto,
Oi td bem... e o assunto se desenrolou...
Ela citou varias vezes a festa, porém ele só dava resposta monossilabicas, como quem não está interessado.
Ela estava quase desistindo mas ai veio a fatidica pergunta: paquerou muito lá?
Aí ela disse:
-Claro, me vinguei das gatinhas que te perseguem.
E ele, com as palavras sem expressões do msn, disse somente "Que bom".
Ela insitiu, como que de brincadeira:
- Não ficou com ciumes?
A resposta não demorou como ela esperava, foi firme e direta:
- Claro que não, por que eu teria ciumes de você?
Por que?? Como ele se atrevia! Agir como se não soubesse o quanto ela gostava dele. Rídiculo!
Uma certeza então veio a mente dela: Era hora de mudar de rumos, de pensar em outros...
E com apenas algumas palavras a esperança virou pó. E ela por incrivel que pareça não ligou.

esse fato (não real?) veio isistentemente na minha cabeça... era urgentisso narrá-lo... não querro carregá-lo pra 2011, se quiser faça bom proveito dele... eu me sinto bem mais livre sem essa historinha na minha cabeça. \o/ ---> desabafo completamente sem sentido...kkk
beijos Bela

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

um encontro especial

Eu fechei os olhos, era noite de natal. Me imaginei sentada na minha cama, quando ouvi uma voz, que falava pra segui-la. Segui aquela voz, até encontrar escadas. Subi aquelas escadas e fui parar no céu. Abri enormes portões, dourados, lindos. Fui caminhando, aquelas nuvens atravessavam meu caminho, e eu ria. Foi quando eu vi Deus, sentado numa espécie de "trono". Eu sorri, me aprxomei, e ajoelhei. Deus sorriu para mim, e eu perguntei:
- Meu Deus, o que eu faço aqui? Eu morri, por acaso?
Ele riu e respondeu:
- Não, você não morreu, está viva! Você achou um anjo, e o seguiu. Então, aqui está você!
- Ahh tá... Eu segui um anjo? - Eu fiquei pensativa, mas concordei com a cabeça. - E agora? Eu devo voltar pra minha casa? Ou eu posso ficar mais aqui?
- Isso só depende de você... Se quiser ir, pode, mas gostariamos que ficasse um pouco mais.
Como Deus ficou quieto, eu me calei também. Como estava cansada de subir as escadas, sentei aos pés do trono e fiquei brincando com uma mexinha de cabelo, enquanto pensava. O que falar com Deus?
Nisso ele me chamou. Eu levantei e ele falou:
- Venha, olhe, esse é Jesus.
Eu vi Jesus, e falei com ele. Conversamos, tranquilamente, sobre seu nascimento. Eu perguntei como oi, e ele me contou. Eu vi alguns santos, a Sagrada Familia, e o Espirito Santo. Eu estava feliz, e Deus me chamou.
- Venha, está na hora de você ir...
- Pai... (eu chamo Deus de pai) Eu posso dizer que te amo?
- Claro! Vem cá!
Ele me puxou, e me deu um abraço, e eu senti uma energia e luz dentro de mim.
Acordei, estava na minha cama. Sorri, e abraçei minha irma. Eu sabia que aquela luz passaria a diante, e que tudo ficaria melhor, e o mundo, mais feliz.

ju aki, feliz natal a todos!

rabiscos de um diario

Querido diário,

Puft! Eu suspirei de novo. Que saco! Véspera de Natal, e eu sabia que todas as pessoas do mundo deviam estar saindo, indo pros rock’s e talz, e eu aqui, sentada, em frente ao meu diário. Acho que é a única forma de entretenimento, se é que diário é isso tudo. Não, na verdade não é, e eu sabia bem. Isso era simplesmente desculpa pra não admitir que eu to morrendo de vontade de sair, ir pra uma festa, dançar, conhecer novas pessoas, sei lá, talvez um novo menino (porque pelo amor de Deus, tinha que ter algum bonito, solteiro e legal por ai em algum lugar!)... Acho que tudo isso foi culpa dele, você sabe... Ah, que raiva! Olha ainda bem que eu desencanei dele, eu acho... Porque sinceramente, eu quero alguém diferente agora! Se bem que se ele chegasse em mim... Aff! Esquece o que eu falei. O fato é que eu estou aqui, querendo sair, e sem idéia de lugar... Será que ninguém desse mundo tá afim de fazer festa e me chamar não? Ou simplesmente ninguém amigo meu tem um amigo gatinho solteiro? Ah, porque, por favor, se alguém tiver um pode me apresentar... Aiai, eu to parecendo uma piriguete, eu acho, mas é a pura verdade, tá, diário! Acho que eu vou pedir um de presente pro Papai Noel... Hahaha! (risos são estranhos escritos num diário). Enfim, acho que isso é tudo...

Beijos, diário, até outro dia.

pais e filhos (?)

Ele era tão novinho pra ter uma filha!
Mas a interação entre ele e a garotinha de três anos era tão grande que eles não podiam ser outra coisa a não ser pai e filha.
Devo admitir que o suposto "pai" era bem gatinho... E confesso que fiquei olhando, esperando que a menininha não tivesse mãe... Credo! Que maldade!
Mas bem que ele podia ter assumido a criança, e a mãe sumido pelo mundo afora...
Ai ai... de novo eu rogando praga pra felicidade alheia... tinha q parar com isso!
Tinha que parar de olhar pra ele também.Aqueles olhos verdes deliciosos já estavam me encarando. Eu disfarcei e fiquei mechendo no cabelo enquanto olhava distraida pro mar.
Aí, garotinha riu.
E eu não aguentei de curiosidade e olhei em direção a eles... Eles estavam olhando pra mim. Fiquei vermelha.
Ele pegou uma florzinha que estava na areia (daquelas branquinhas que abrem e fecham de acordo com o sol) e entregou pra menininha...
Eu achei isso tão bonitinho... Alem de gatinho ele ainda era paternal... que fofura!
Mas ai a garotinha veio na minha direção... E eu, sem entender absolutamente nada, só sorri um sorrizinho meio amarelo.
Ela pegou, toda a graciosa, a florzinha e me entregou. E com uma cara de criança sapeca ela disse:
-Meu irmão mandou pra você. Ele te achou bonitinha.
Nossos olhares se cruzaram. E ele ria pra mim.
E eu dei uma piscadinha agradecida para minha futura cunhadinha.


A cena tá legal, o texto nem tanto... ams vai esse mesmo :) bjs bela

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

diario de uma desesperada

Qual é a chance de encontrar o seu amor verdadeiro em um shopping?

Eu me perguntava isso enquanto andava com minha amigas.
Bem, para quem não me conhece sou Rachel, 17 anos, solteira e maníaca por relacionamento. Dona de uma historia cheia de amores não correspondidos, romances frustrados e corações partidos.

Eu olhei a minha volta procurando a resposta pra minha primeira pergunta. Bem tinha muita gente no shopping. Mas a metade era mulher, da metade que sobre um terço devia ter a idade incompatível com a minha, o outro terço devia ser compromissado e dos solteiros restantes devia ter uma grande parcela que era gay, galinha ou garotos que tiveram seus corações arrancados por meninas sem juízo e temem qualquer tipo de relacionamento.

Não vou negar que sobravam alguns... mas com a minha sorte eles deveriam ser feios, bolados e anti sociais... Anti sociais, eles eram com certeza... por que misteriosamente ninguem se aproximava de mim!

Em resumo, shopping não era um bom lugar. Do jeito que as coisas iam, lugar nenhum é um bom lugar.

Praia? Não! Tinha muitas garotas bonitas de biquíni, o mesmo vale pra academia... Concorrência não dá! Na escola? Não eu já conhecia todo mundo. Sem chances! Micareta inicialmente parecia bom, muitos solteiros disponíveis, mas alguém já viu achar seu grande amor em micareta?? Não né! Igreja era sempre uma boa pedida, se eu freqüentasse alguma. Na aula de balé só tinha menina... Aí não dá!

AHHH haja imaginação!

Minha alma gêmea estava vagando por ai e eu aqui sem a mínima ideia de onde encontrá-la. E será que era uma boa pessoa essa tal de alma gêmea??
Imagina Se fosse um daqueles feios/bolados/estranhos??
Ahh eu merecia mais... merecia um alto, moreno, forte,fofo,inteligente,cavalheiro,leal,com sorriso fofo e....
Jesus! Eu queria demais...

Mas eu merecia né?? Com 17 anos e o histórico que eu tinha eu já era pós graduada em paciência e determinacão. Eu merecia o céu e um príncipe dos bons.

Olhei pro Bom velinho sentado debaixo da arvore de natal. Ahh papai Noel... você já sabe o que eu quer né? E não é chuchu.... táaa... mas é quase :)
#ficaadica
qualquer semelhança é mera coincidencia... ahsuhaushuashuahsuh

domingo, 19 de dezembro de 2010

lampião

Eu chamei o povão
pra fazer uma festinha
Com comida e macarrão
Lá ni sitio da vizinha

A festa tava arretada,
mas uma coisa aconteceu
Faltou a energia
e o sitio escureceu

Vix Maria olha esse poblemão
O unico jeitooo
é acender o lampião

Ô lampião, ô lampião
acende a luz e ilumina esse povão
Ô lampião, ô lampião
a sua chama aquece meu coração

Todo mundo tá dançando
sob a luz do lampião
Esse nossa arrasta pé
tá arretado de bão

A energia nun voltou
mas não tem pobrema não
Porque todo mundo sabe
que nóis tem o lampião

Ô lampião, ô lampião
acende a luz e ilumina esse povão
Ô lampião, ô lampião
a sua chama aquece meu coração.

haushauhsuahsash musiquinha feita a uns 8 anos atras...
por eu julia e nossa vizinha ahsuahsuahs
cante em ritimo da roça...
e pode rir... eu deixo

antigamente

"Senti necessidade de te dizer isso, não sei por que, talvez você não queira saber da minha historia...
Mas enquanto não houver alguém pra por no lugar dele, eu não posso pedir a mim mesma pra não sofrer. E as vezes quando eu te vejo, tão fácil de seduzir, eu me sinto tentada a substituí-lo por você, de uma forma natural, sem interesses, sem forçar a barra, sem me envolver, mas sem te usar. Uma tentativa.
Pra mim não parece difícil gostar de você.
Mas não nutra esperanças. Tudo que é baseado no fracasso é ilusório"

E eu guardei de volta no armário o bilhetinho que eu havia escrito a 20 anos atrás para meu atual marido.

sábado, 18 de dezembro de 2010

espelhos




a vida pelos meus óculos cor de rosa:


castelinhos de areia

Ele olhou pra ela, ela olhou pra ele.
Os dois, como compartilhando pensamentos, se levantaram e correram sem rumo pela areia molhada, deixando para trás a turma de amigos.
Ela ia na frente, olhando levemente pra trás, as vezes, como quem convidava a chegar mais perto. Ele ia atrás, quase que sem pressa, só pra observa-la correndo. Ela era graciosa e meiga.
E ele se deliciava no sorriso dela enquanto ela virava tímida pra trás.
Então, ela sentou-se na areia e riu enquanto ele sentava-se ao seu lado.
Ele cavou um buraquinho na areia e esperou que a agua do mar enchesse-o.
Então, como um sorriso fofo, ele começou a fazer castelinhos de areia.
Ela o ajudou, e as quatros mãos trabalharam em perfeita união e harmonia.
E rindo ela decidiu que aqueles castelinhos seriam seu reino, e ele seria seu principe.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

auto-ajuda

Não, não existe algo que nos defina.
"Eu sou assim" você poderia dizer, mas você estaria mentindo.
O fato é que você pensa que é assim. Esse é o personagem que você fez de si mesmo e que luta continuamente para nos fazer acreditar que tais caracteristicas te pertencem.
Somos todos imagens daquilo que projetamos nos cérebros disponíveis.
(Apesar de alguns insistirem em compreender erroneamente a mensagem, volto a enfatizar.)
Então é assim. Se nos fazemos bonitos e interessantes e os outros acreditaram nisso. Mas se nos fecharmos nos nossos problemas, já era, teremos projeções ficarão cinzas e sem graças.
(E como é difícil entender isso, tão simples e tão trabalhoso.)
Por isso acredite, aceite-se e perdoe-se.
Projete a melhor imagem que você tem de si mesmo. E os outros vão acreditar.
Eu vou acreditar

E espero seguir meus proprios conselhos...
mas pera lá... acho que eu escrevi isso pra mim....

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

amigos, eu tenho ^^

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

real (?)

Eu sabia, desde os 13 anos que eu podia entrar na mente da pessoas e mandar mensagens ao sue subconscientes. Não era honesto, mas as vezes me ajudava a lidar com algumas situações.

E agora ele estava ali na minha frente, perto o bastante para que o esforço de projetar minhas ideias na mente dele não sugasse toda as minhas energias.

Ele era lindo e eu o desejava.

E eu o teria. Bastava projetar uma imagem interessante de mim e ele me olharia de maneira diferente. E eu pareceria atraente o bastante para ele tentar uma aproximação. Era tão fácil. Ele estava em minha mãos.

Mas não era certo. Eu sabia. Eu hesitei, mas cedi aos impulsos.

Da primeira vez não foi tão fácil, as que se seguiram eu senti como algo perfeitamente justo e natural. Então dentro de pouco tempo ele já dava sinais de interesse. Mil mensagens no celular, conversas on line que ninguém queria deixar morrer e encontros planejados para parecer ao acaso.

Mas ai foi me cansando. Manter a imagens inicial que ele tinha de mim era exaustivo.

Alem de tudo, eu tinha noção que tudo aquilo não era real. E eu me repreendi por não ter lhe dado escolha.

Eu, então, lhe devolvi a liberdade.

E ele foi embora. Se afastou lentamente, imperceptivelmente. E de repente ele não era mais meu. Então que chorei.

Meses se passaram, e de repente ele me ligou, Assim, do nada, pediu por um encontro. De amigos. Ele gostava do tempo que estava ao meu lado, não havia porque perder a amizade. Mas eu via mais que isso em sua voz. Era de novo aquela tentativa sutil de se aproximar.

E agora sem nenhuma magia.

dualidades

As lembraças basicamente se dividem em duas: as boas e as reais.
É incrivel como o você subjetivo pudesse ser tão fofo, cavalheiro, gentil e engraçado.
Me fazendo rir e ter orgulho de te exibir como uma grande conquista.
Mas olhando de fora, sem meus óculos cor de rosa, você é como todos os outros. Fragil e com más inensões. Como um garoto entre cem mil outros garotos.
É engraçado como hoje eu vejo que eram só meus olhos. Só meus olhos.
Hoje eu vejo que você, como todo mundo, é homem e lobo (talvez seu homem e meu lobo). Sentimentos e razões, pensamentos em impulsos ao mesmo tempo, numa batalha infinita, onde ao ignorar uma parte eu a fiz mais forte e vencedora.
Seu você em mim não é o mesmo que os outros vêem. Sua vida cruza comigo de uma forma original, perfeita e única.
Assim, sempre terá "meu você" e "outros você" e quem sabe a realidade.
E com as cicatrizes completamente extintas eu rio. E oceano em outras aguas. Em outras vida.

atras da coxia

Nervosa. Era a melhor palavra para defini-la no momento.
Não, não, nervosa não, ela estava ansiosa, não, anisosa não, desesperada...
Os pais dela estariam lá. E o namorado também.
Era a primeira vez que ele iria assistir uma apresentação dela. Não podia dar nada errado, Ela queria brilhar para ele.
Ela vestiu as sapatilhas de ponta e começou ase aquecer. Passou uma dança, outra e mais outra... E o mundo de fantasias danças e cores e dança iam entretendo o publico e aumentando ainda mais a ansiedade dela.
A cortina fechou. Chegou a hora.
Ela entrou no palco e se posicionou.
A luz bateu em seus olhos e a musica começou a tocar. Ela, então, se despiu das inseguranças e se transformou em um ser leve, que acompanhava o ritmo da musica.
O som estava dentro dela e ela voava sob as sapatilhas de ponta.
A luz não deixou ver o publico, ela não viu nem a mãe, nem o pai nem o namorado.
Mas não importava as luzes. Naquela hora quem brilhava era ela.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Meu playlist fala?!

Eu juro, eu ia desistir. E já estava pronta para renunciar a tudo: desistir de você. Eu pararia de tentar falar com você, pararia de arrumar esperanças. Pararia de pensar em você, e de achar que algum dia tudo podia ser diferente. Eu juro, eu estava pronta, e só queria um sinal. Foi quando uma musica tocava no meu playlist: cherry bomb, de “the runaways”, um rock bem, como vou dizer, woww... Tomada pela musica agitada, que fala o tempo inteiro sobre sair e se divertir, esquecer tudo e sair (bom, como a própria musica diz, “Seus sonhos impossíveis não farão você sorrir” e “Levantem-se agora moças, porque vocês não tem nada a perder”), estava pronta para esuqcer de você, dessa vez seria de verdade. Esse era meu sinal. Respirei fundo, e ia começa a falar em voz alta as palavras finais, quando algo aconteceu. A musica trocou. “Você não me deixa ir, me deixe ir hoje à noite”, falava tonight, de lykke li. Eu tive certeza q deveriua te esquecer. A musica parou, a caiza de som tinha parado de funcionar. Eu tentei conserta-la, sem sucesso. Foi quando, depois de um tempo, já tendo desistido de ouvir musica, o som volta, e começo a escutar uma musica baixinha. Aumentei o volume: The call, Regina Spektor… “Eu voltarei quando você me chamar, não há porquê se despedir.” . Eu sorri, me lembrava bem daquela musica. Sempre a amei, de Narnia. “Só porque tudo muda (...) siga a luz”. Eu fechei os olhos, cantando aquela musica. Quando abri os olhos de novo, uma surpresa: alí piscava uma plaquinha do msn. >> ... acabou de entrar, falava: ele havia entrado. Quem sabe ainda não fosse hora de dizer adeus. Sorri, e então tive certeza que aquele era meu sinal.

Bjoss, juuh
vale a pena assistir!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

olhares

O ódio atravessou o espaço entre elas e colidiu contra os corpos femininos que se encaravam. As duas eram amantes de um mesmo homem, mas só uma poderia tê-lo.
E de fato uma o tinha.
O sorriso daquela que possuía aquela pessoa tão estimada era zombeteiro e tripudiava das lembranças tolas da outra.
A força arrebatadora da perda deixava aquela menina tão jovem fraca e incapaz de outro sentimento além da raiva. Ela mal podia fitar a outra nos olhos.
Porém era desconfortável também para aquela que tinha tudo nas mãos. Pois causar tamanha dor aquela menina partia também seu coração.
Mas era preciso que fosse assim.
Sofrer por algo que já não era mais seu tinha sido uma escolha tola da menina. Ela nada tinha a ver com isso. O menino era feliz com ela, tinha o amor que aquela garotinha nunca daria igual.
Mas, o fato era que a dor de uma era necessária para a felicidade da outra.
Então a garota olhou mais uma vez par aquela que a odiava.
Revestiu-se de uma indiferença e apagou os resquícios de piedade. Tanto para se proteger do ódio que a outra emanava, quando para rir-se de sua própria sorte. E por um momento, insano talvez, ela se deliciou com a desgraça alheia que realçava tanto a sua própria sorte.
E a outra? E a outra só murchava.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Cena de um sonho

Eu era criança e estava brincando com minhas amigas. Era estranho por que eu não as via a muito tempo, mas seus rostos estavam bem nítidos na minha mente.
Eu brincava de roda. E as mãozinhas delicadas delas tocavam nas minhas. Era doce e divertido.
Eu pisquei.
De repente as pequenas mãozinhas que eu segurava se tornarão maiores.
Eu não era mais uma menininha. Era uma moça. E segurava a mão de um rapaz.
Ele era bonito. Eu podia sentir, mas eu não podia ver seu rosto. Eu só sentia o toque de suas mãos macias entrelaçando-se nas minhas.
Ele tomou minha mão direita e enquanto brincava com meus dedos foi passando as costas das mãos em meus braços nus.
Em poucos segundos, que pareceram eternos, ele me puxou pra mais perto.
E nossas mãos se entrelaçaram e ficamosmuito perto um do outro. Como numa dança antiga nossas mãos se tocaram espelhando-se e eu o fitei dentro dos seus olhos negros.
Eu podia vê-lo agora. Ele era lindo.
Seus cabelos castanhos que caiam sobre a testa e ele tinha um sorriso que me lembrava os desenhos animados que eu via quando criança... Proporções perfeitas e uma pele morena sem nenhuma marca.
Ele parecia um anjo.
As mão deles largaram as minhas e se alojaram no meu pescoço. Ele acariciou de leve meu rosto e brincou com os cachinhos do meu cabelo. Minhas mãos também tocaram aquele rosto lindo.
"Qual seu nome?" eu sussurrei baixinho no ouvido dele.
"Raphael..... à l'air d'un ange" Carla Bruni cantou no toque de despertar no meu celular.
Eu acordei

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

apresentando ele aos meus pais....

Ele entrou em casa, cumprimentou minha mãe. Ela logo gostou dele. Óbvio, com aquela cara de menino alegre e aqueles cabelinhos cacheados parecendo um anjinho barroco quem não iria adorá-lo? Ele veio até a mim e me cumprimentou.
Dois beijinhos. Como se tivéssemos intimidade!
Minha irmã faceira do lado dele exibia uma imensa aliança de compromisso.
Ela já tinha conseguido seu Romeu. E eu, dois anos mais velha, sozinha assistindo a cena.
Novidade!
Ela era bonita e conhecia todo mundo. Era o xodó da família.
Sempre ela. A melhor em matemática, a que escrevia melhor, a que dançava melhor, a que saia mais, a que namorava mais, a que brilhava mais. E eu sempre só a irmã da toda poderosa.
Por que ela não se contentava com isso? ela ainda tinha que namorar o garoto mais cobiçado do colégio?
Meus olhos brilhavam sobre eles e eu os invejei no meu invólucro de solidão.
Naquele momento eu não sabia mas, eu namoraria outros rapazes, porém sempre o dela me pareceria melhor.
E de tanto eu desejar, um dia eles se separariam e eu invejaria a força dela ao esquecê-lo. E ele viria até a mim, como segunda opção. Mas eu não ia querer, não tinha mais sentido já que ele não era mais dela.
E eu, inconscientemente, segui a vida me alimentando da felicidade alheia, sem nunca ter me dado conta da minha própria felicidade.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

acordar

"Você é livre" sussurrou uma voz em minha mente
"Faça suas escolhas" a voz continuava, implacável.
"Você é responsável por elas." e eu me encolhi agarrando meu travesseiro
"Você é grandinha, já tem maturidade pra entender as consequencias."
"Cresça menina! Cresça e trilhe seu caminho."
Eu não queria ouvir mais, mas ela não ia parar.
"Cresça e adivinhe o resultado de suas escolhas."
"Você é livre pra escolher." e um sorriso irónico brotava de um rosto imaginário.
"Você é livre por que você é grande." e ele ria de mim
"Você é livre pra se arrepender e pra decepcionar aqueles que vc ama."
Ela não ia parar...
"Você não pode mais se proteger no colo na mamãe... você está sozinha..."
Eu tentava fugir mas a voz ainda ecoava em minha mente.
"Menina, não fuja de mim"
"Olhe a sua volta, menina. O tempo passa. Você não acha que já passou da hora de aprender?"
"Você é uma mulher, Menina! levante e viva"
Eu acordei e olhei em volta: Não havia nada pra viver.
Resignada, eu voltei aos meus 13 anos.

@bellapellegrini

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

amorzinho

Você mudou.
Eu mudei.
Será que não é hora de nos conhecermos de novo?
Ju Up

domingo, 28 de novembro de 2010

MSN

Carol diz: olha a corrente que eu te mandei...

Hugo diz: o que você desejou?

Carol diz: Eu não desejei, se eu desejasse alguma coisa provavelmente não seria sensato.

Hugo diz: mas desejos são desejos, por que não precisam de lógica ou sensatez, só da vontade de querer!

Carol diz: não precisa sim... porque quando eles se realizam eles trazem conseqüências.... Eu não seria capaz de desejar algo proveitoso, eu estava emocionada e nostálgica.

Hugo diz e quem disse que não seria proveitoso?

Carol diz: ahsuahuhshuas... não seria, tenho certeza

Hugo diz: se é o que você queria, teria algum proveito!

Carol diz :as vezes a gente não quer o melhor pra gente

estranho né??

Hugo diz então pensamos estranhamente igual!

Carol diz: por que fazemos coisas das quais olhamos pra nos mesmos e temos vontade de nos estapear. Pior fazemos isso sem um pingo de arrependimento ou vergonha na cara

Hugo diz: talvez por que pensamos muito!

Carol diz: ou porque não pensamos na hora certa

Pensamos depois

Antes é impulso... e depois reflexão desnecessária

Hugo diz: acho que é por que depois que fazemos e depois ficamos procurando defeitos

Carol diz: e tem vontade se sumir quando a gente vê uma mínima bobagem q o outro nem reparou

Hugo diz: exatamente!

Ao invés de viver cada coisa, ficamos nos observando, procurando algo que não queremos achar!

Carol diz: e às vezes a gente pode pensar em outra cosia... Mas a gente recusa e volta pro mesmo pensamento fixo: nossa própria infelicidade inexistente

Ser humano é tão dificil né??

Hugo diz kkkk

Nos privamos da nossa própria felicidade, mas isso nos faz reconhecer quando de fato somos felizes, por que nessa hora não existem argumentos para contrariar!

As coisas boas são aquelas em que não conseguimos ver os defeitos, até porque, na hora o que vale é aproveitar!

Carol diz: sim exato... Quando a gente olha pro que a gente ta fazendo a gente descobre que somos os mais felizes do mundo, por que podemos controlar nossas tristezas, e não elas a nos

Hugo diz: até que cometemos o erro de nos trazer novamente as infelicidades!

Entender o ser humano é saber o que é um paradoxo!

Carol diz: "visto que a vida nada mais é do que viver cada coisa que acontece"


50 postagens!

texto especialmente pra alguem que eu adoooro muito (www.embriaquez-literaria.blogspot.com)


faroeste


Elisabetha, sozinha em cima do palco, olhava desesperada para os dois homens que ela amava.
Quando Ed Wood tinha entrado no salão, Evam di Lucca tinha se levantado e apontado a arma para o homem que tanto odiava. Elisabetha nunca tinha visto Evan tão furioso, seu rosto estava irreconhecivel naquela mascara de ódio.
Ed também pegou sua arma e ficaram os dois a espera de quem daria o primeiro tiro.
Naquele momento os músicos pararam de tocar e as dançarinas de can can saíram correndo. Só Elisabetha ficou estática olhando para os homens que um dia tinham sido seus.
Ela agarrou seu crucifixo com força e rezou para que nenhum deles se machucassem.
E suas preces foram atendidas.
Subitamente os dois olharam para ela, Ed Wood com o nítido desprezo de sempre e Evan di Lucca com uma expressão que ela entendeu como rancor.
E dois tiros ecoaram.
E Elisabetha caiu no chão com o vestido manchado de sangue.

Baseada numa cena narrada ao telefone com Lucas Santos...
tive que me segurar pra não por pokebolas e dragões na cena....
e Evan di Lucca falando: não vou matar, só multilar e ferir gravemente *.*
aahh e faltou o vento... e o trem...
fica pra proxima então

p.s: deixo bem claro que eu não gostei do final!

ideias vampiristas

Ele me deixou entrar na casa dele
"Entre, eu não mordo"
Foi seu primeiro erro.
Ele tentou me seduzir com mentira facilmentes detectaveis
Foi seu segundo erro.
Ele me trocou por uma loirinha masi nova
Foi seu terceiro erro.
Bastaram três
E ele descobriu que, ao contrario dele, eu mordo.
E mato.

sábado, 27 de novembro de 2010

finalmente o fim

Era o fim.
Assim que eu abrisse a boca pra fazer a primeira das mil perguntas que estavam em minha mente, tudo estaria acabado. "Durou tão pouco" eu pensei comigo mesma. Nós nem saímos sozinhos. Mas eu não tinha mais porque protelar a decisão.
Formulei a pergunta que eu tinha ensaiado varias vezes antes de dormir. Quando as palavras ganharam som nada saiu como o previsto.A frase mal tinha sentido. Repeti tudo dessa vez tentando fazer com que ele me entendesse. Esperei um tempo pra que ele respondesse e escondi a decepção quando a sinceridade dele destruiu meu castelinho de cartas.
Na verdade não havia necessidade nenhuma de fazer aquelas perguntas. eu já sabia a resposta. Mas por teimosia, ou estupidez, eu as fiz. E tudo voou pelos ares.
Aquilo que eu me forcei senti agora parecia muito real e as lembranças do meu teatro se confundiam com a verdade.
E depois de tudo, com o rosto ensopado de lágrimas, eu voltei pra costumeira solidão.

é antiga mas eu resolvi postar....

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

um fato:

Agora ela guardava numa caixa o coração que devia ter sido seu

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

carnaval de junho.

A colombina abriu o album emporeirado de fotos dos antigos carnavais. Em todas sorria o mesmo personagem: Arlequim.
Bonito e charmoso, ele não tardou em conquistar o coração de Colombina com juras de amor vazias e posias escritas por outros poetas.
Mas agora, no final do carnaval, Arlequim tinha ido embora. E colombina estava sozinha.
Sozinha não. Tinha o Pierrot. Sempre tinha o Pierrot. Ele sempre estava lá, timido e apaixonado.
Gastando horas com poesias e desenhos para Colombina.
Pra no fim ouvir apenas um "você é um grande amigo".
Era carnaval, mas tudo se parecia mais com a quadrilha de Drummond.
Pierrot fez os olhos de Colombina voltarem a brilhar, e eles brilharam pra um outro alguem, que nunca amou ninguem. E que hoje estava feliz. Como Lili.
E você, leitor, se pergunta:

Porque a Colombina não se apaixonou pelo Pierrot?
Por que ai, não haveria carnaval!

"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história"

(A quadrilha - Carlos Drummond de Andrade)

O menino do meu quarto

Eu acordei no meio da noite. Sentei na minha cama, passando a mão pelo pescoço e olhos. Foi quando olhei pela janela, como de costume, e percebi que havia sangue na minha cortina. Era uma pequena manchinha, no cantinho, mas ela claramente sangue, um sangue que havia se tornado comum pra mim. Passei a mão nele e cheirei, confirmando minhas suspeitas. Aquilo não era sangue normal. Era sangue de vampiro, quer dizer, tinha passado por um vampiro pelo menos.
Coloquei a mão no meu pescoço de novo, checando se havia sido mordida, enquanto pensava como minha vida era louca! Eu atraia seres sobrenaturais. Se eu não os chamasse (coisa que eu só fiz uma vez, mas por engano, e não foi muito legal, se é que você me entende) eles me encontravam. Vinham até a mim, pediam a minha ajuda, tentavam me matar ou fazer amizade. Principalmente me matar. E agora eu me dava conta de que um vampiro me mordera, mas que por sorte ele não havia me transformado. Pensei em quem poderia ser, havia tantos! Mas não podia ser nenhum deles, eles não podiam entrar na minha casa. Logicamente, esse seria um vampiro que eu havia convidado pra entrar? Quem? Foi quando eu ouvi um ruído no corredor. Agarrei uma estaca que sempre ficava no meu quarto. Minha respiração tornou-se mais rápida, assim como meus batimentos. Eu estava pronta pra lutar (ou correr). É claro que eu, vivendo no meio de seres poderosos e mágicos, tinha também meus “poderes”, como eu chamava. Uma visão melhor, uma audição mais aguçada, uma percepção melhor de coisas que os outros ás vezes não conseguem ver. Eu me deitei preparada. Foi quando o vi, meu vampiro. Apareceu sutilmente, nas sombras do meu quarto. Uma pessoa normal não teria percebido sua entrada, e nem eu, se não estivesse à espera. Estava na verdade morrendo de medo daquele vampiro desconhecido. Foi quando ele saiu para o feixe de luz da lua que atravessava meu quarto. Estava de jeans, camiseta e tênis, o cabelo bagunçado, os olhos num brilho feroz e amedrontador. Então eu o reconheci, já tinha visto aquele menino na minha rua. Eu conversei com ele, e ele pediu um copo d’água, e eu convidei-o pra entrar. Meu Deus, que burra! Eu chamei um vampiro pra minha própria casa, apesar de sentir que ele era diferente. Ele se aproximou, tocou meu braço e mostrou as presas. E eu acertei seu braço com uma estaca, e ele a retirou, espantado. E falou comigo:
“E então, lembra de mim, meu anjo?”
Sua voz era macia. Eu respondi, tentando parecer má:
“Lembro.”
Ele deu um sorriso torto e se aproximou, prendendo minhas mãos. Eu senti medo, queria fugir, mas talvez não tanto assim.
Ele se aproximou do meu pescoço, e eu, crente que ele iria me morder, comecei a tentar me soltar. Foi quando ele desviou do meu pescoço e me beijou. Eu não sabia se devia matá-lo ou não. Optei por beijá-lo, depois decidia o resto. Afastamos-nos, ele sorrindo, e eu soube que ele não me mataria, não naquela noite. Ouvi outro barulho, minha irmã. Ele caminhou para a porta do meu quarto, parando lá quando eu perguntei:
“Qual seu nome?”
“Arthur Zac. E o seu?”
“Annie Blanc. Posso esperar te ver de novo?” – Sussurrei.
“Claro.” – Ele falou, também num sussurro.
Ele soprou um beijo no ar, e eu sorri, recebendo o beijo e mandando um de volta. Eu limpei uma gotinha de sangue que vinha do meu pequeno cortezinho no pescoço. Ele sorriu e desapareceu nas sombras, e eu voltei a dormir.

J.U. Pellegrini

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

sobre meu coração

Havia nichos que deveriam ser urgentemente preenchidos por novas estátuas.
Minha catedral estava vazia e mal iluminada. E isso não era bom. Mas também não era ruim.
As estatuas do altar principal ainda estavam lá. Intactas.
E o som do vento batendo nos vitrais era envolvente e inebriante.
Anestesiada, não havia dor nem alegria. Só uma ansiedade de percorrer aquela vastidão e enche-la de experiencias e emoções.
E de repor as estátuas roubadas.
Mas eu não sabia onde achá-las. Ou talvez não me importasse tanto assim de estar sem elas.
Os nichos ainda assim, vazios, eram bonitos e bem decorados.
Mas não, faltavam-me as estátuas. Tenho certeza que eram importantes.
E estática eu me deixava confundir num mundo de ouro marmores e afrescos que adornavam meu eu.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

meu livro *.*

- Posso te fazer uma pergunta?- disse timidamente quebrando o silencio - Se eu te tocar, eu posso te sentir?
Ele permaneceu em silêncio, apenas levantou as mãos em direção ao meu rosto.
- Não, você não pode – ele respondeu acariciando de leve minhas bochechas.
Ele estava errado. Minha pele não podia senti-lo, isso era verdade, mas havia uma sensação estranha no lugar onde suas mãos estavam. Era como se ele estivesse acariciando minha diretamente alma.
Não se parecia com nenhuma sensação que eu já tivesse provado. Era algo novo e maravilhoso. Eu podia sentir uma espécie de calor vindo de suas mãos, como se uma brisa quente estivesse acariciando meu rosto.
Não havia matéria, era só uma espécie de energia.
Agora, mais do que antes, eu tinha certeza de uma coisa: Nós nos completávamos.
- Você está errado – eu disse colocando minha mão sobre a mão imaterial que me tocava - Eu te sinto.
Ele pareceu confuso. Mesmo assim eu não expliquei minhas palavras, até porque eu não conseguiria mesmo que quisesse. Eu esperava que ele entendesse sozinho.
-E você pode me sentir? – eu disse me certificando que ele também tivesse sentido a magia do momento.
-Claro, mas não do mesmo jeito que você me percebe. Para mim você é tão real quanto qualquer coisa viva a minha volta. Eu posso sentir seu toque, ainda que eu duvide que você possa sentir o meu.
Agora eu que estava confusa.
Eu encostei com um pouco mais de força sobre as constas da mão de Hugo, que agora estava sobre o banco em que estávamos sentados. Minha mão conseguiu atravessar a dele. Não fazia sentido que ele pudesse me sentir como uma pessoa normal.
Olhei pra ele confusa. “Não entendi” eu disse baixinho.
- Você como todo ser vivo, é composto de alma e corpo – ele disse respondendo as minhas perguntas antes mesmo que eu as formulasse - Eu não posso sentir seu corpo. Mas tenho total percepção da tua alma. Eu sinto quando ela me toca, eu sinto quando ele deseja estar mais perto, ou quando ela está confusa. – eu encarei seus olhos castanhos totalmente desnorteada e ele completou segurando minha mão - Como agora.
- Minha alma também pode te sentir- eu completei o pensamento – Só que eu não sei compreender tão bem essa sensação quanto você faz.
- Então eu vou ter que te ensinar – ele brincou.
De repente eu senti que rosto dele estava cada vez mais perto do meu. Agora além de tudo eu podia sentir um perfume que vinha dele. Era um cheiro inexplicável. Doce e fresco ao mesmo tempo. Parecia-me familiar. Cheirinho de infância, algo que me lembrava bebes gordinhos e rosados e ao mesmo tempo campos verdes com crianças brincando. Como tudo em Hugo, era inexplicavelmente perfeito.
Quando dei por mim, eu estava de olho fechado. E ele tinha os braços em volta do meu pescoço e o rosto bem perto do meu. Ele foi se aproximando e suavemente tocou seus lábios nos meus.
Dentro de mim houve uma explosão. Uma corrente elétrica percorreu meu corpo. Tudo parecia rosa ao meu redor. Fechei os olhos. Não podia mais vê-lo, mas eu sabia que ele ainda permanecia bem perto de mim. Talvez seus lábios ainda estivessem em minha boca, mas eu não queria abrir os olhos pra ter certeza.
Tudo parecia um sonho. E se fosse eu jamais ia querer acordar.
Eu senti que a sensação estranha de felicidade súbita ia se afastando lentamente, abri os olhos e ele estava apenas com a mão sobre a minha. Entendi de imediato por que ele me soltara. Nós tínhamos uma corrida contra o relógio. Era necessário deixar a magia um pouco de lado e voltar para realidade.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

uma viagem na maionese

Ele estava sentado sozinho na escada do colégio. Eu me aproximei e vi que ele estava chorando. "Está tudo bem Renato?" Ele tomou um susto ao ouvir seu nome saído da boca de uma desconhecida. "Você me conhece?" ele perguntou numa postura defensiva "Do blog" eu respondi. Ele me olhou fixamente por um instante e eu fiquei meio vermelha.

"Peraê, eu conheço você: Você é a ex do Erick."

Eu sorri e balancei afirmativamente a cabeça. " E pelo que eu to vendo você também é" eu disse.

Ele fez que sim.

"Vocês brigaram?" eu perguntei de intrometida.

"Na verdade nunca tivemos nada serio, foi só coisa da minha cabeça" ele disse enxugando os olhos vermelhos. E eu sentei do lado dele.

"Pra mim é tão estranho conversar com um garoto sobre garotos" eu falei alto demais.

"Ahh você é preconceituosa..." Ele comentou, acho que também alto demais. "Ele que te disse isso não é? Mas eu não ligo, deixe que ele pense assim".

Ele me fitou como se tentasse entender aonde eu queria chegar, e eu, por minha vez, não queria chegar a lugar algum. Por algum tempo ele pareceu desistir e comentou " Ele foi meu primeiro garoto" eu fiz que entendi, apesar de não ter captado direito o significado do que ele dissera "O meu também" eu emendei.

Daí ficamos em silêncio. Por horas (pelo menos no meu ponto de vista).

E do nada, num uníssono nos dissemos : "ele é um idiota". E rimos.

De repente ele pegou minha mão. E num ato de impulsividade me lascou um beijo.

Seria a vingança perfeita, pra nos dois. Se não tivesse sido tão ruim aquele beijo. A gente se olhou, quase com nojo. E rimos, de novo.

"Como ele consegui ficar com você?" nós novamente lemos o pensamento um do outro.

Eu me levantei, ainda rindo e me encaminhei pra minha sala de aula. Ele fez o mesmo. E nunca mais trocamos nenhuma palavra ou beijos estranhos. Mas toda vez que nos esbarrávamos no corredor tínhamos que esconder um sorrizinho malandro que insistia em brotar toda vez que lembrávamos dessa cena.



ahh gente, vai me dizer que não é uma boa ideia?? ahsuahsuhas

impraticável, mas uma boa ideia...

uma cena que não vai acontecer....

Ela correu e o abraçou fortemente.

- desculpa - ela sussurrou.

Ele a afastou com delicadeza, e fitou calmamente os olhos dela cheios de lágrimas, como se disse "eu te perdoo mas, desculpe, eu não posso fazer promessas".

Ela sem ação apenas fitava aquele rosto lindo que ela se acostumara a ter do seu lado. Ele colocou os cabelos dela atrás da orelha e esboçou um pequeno sorriso encorajador. Ela nada fez.

Eles podiam ficar assim a eternidade se uma lágrima não escorresse dos olhos dela. Ele passou a mão pela bochecha dela tomando a gotinha em suas mãos. Ele a pos na boca e brincou "é salgadinha". Ela forçou um sorriso.

Ele a abraçou de novo. E sussurrou: E se eu te dissesse que preciso de ti um pouco mais?

- Ai eu seria a mulher mais feliz do mundo, mas apenas por instantes, até que tudo voltasse a ser como agora e meu coração se partisse novamente.

Ele segurou as mãos dela.

- Mas eu jamais recusaria um décimo de felicidade, mesmo que o preço fosse mais lágrimas...

Ele a beijou, e eles ficaram assim, fazendo da alegria um descanso para os corações cansados de amar. E naquele momento não haveria lágrimas, nem pensamentos futuros.

domingo, 21 de novembro de 2010

um diálogo interessante

-Ela te traiu?
-Não
-Ela te usou de alguma forma?
-Não
-Ela te disse antes que não queria uma namorado?
-Disse
-Então, quem partiu seu coração foi ela ou foi você?


qualquer semelhança com a vida real é mera coincidencia...

sábado, 20 de novembro de 2010

sinais

texto real escrito a pedido de Jessica Cosser. Eu achei o começo meio emo demais, mas enfim ela gostou do final e eu não podia postar um final sem começo... ENFIM... vamos a historia... leiam se quiserem...

Sabe quando não acontece absolutamente nada de interessante na sua vida? quando tudo é tédio e monotonia? Quando os pensamentos indesejados dançam em sua cabeça 24 horas por dia? Quando você anseia por uma misera surpresinha e nada? Pois bem, é nessa horas que as vezes eu rezo pedindo a Deus que não desista de mim. Por que sinceramente as vezes eu desisto. Dessa vez eu tentei algo diferente: Eu pedi um sinal, um sinal que existia esperanças.
Se não tivesse um sinal eu mesmo o faria. Estava decidido. Tinha todo o dia de quarta pra ver o poderoso sinal.
Ele veio de manhanzinha. Meio tímido, meio forçado também. Mas como não teve outro, ficamos com esse mesmo.
Acontece que na saída da ponte, lá perto do pedágio, algo me chamou atenção: No alto daqueles enormes prédios todo de vidro tinha uma porta, que eu nunca tinha notado. E ela estava aberta.
É eu achei que isso tinha mo pinta de sinal. Comecei a tentar interpretá-lo. Foi ai que a Katy Perry entrou cantando no meu celular: "Maybe you're reason why all the doors are closed. So you could open one that leads you to the perfect road" que é algo como "Talvez a razão pela qual todas as portas estejam fechadas. É que você possa abrir uma que te leve para a estrada perfeita". Eu achei isso tão legal!
Viu então era um sinal. E dos bons. Havia uma esperança afinal de contas.
Eu sorri e o dia pareceu bem mais divertido.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

escolhas e meu playlist

Escolhas: fiz as erradas
Era o começo de um texto da Julia, mas eu resolvi adaptar. Não era por nada, eu só estava cansada. só isso. E com fome. Daí meu pensamento viajou pelos acontecimentos perdidos na minha cabeça. E eu me fiz de vítima enquanto Nando Reis cantarolava insistentemente que "o amor pode estar do seu lado".
E numa infantilidade travestida de altruísmo eu imaginei que tinha escolhido renunciar a algumas coisas pela tua tão estimada liberdade.
Pensei que meu futuro não tinha sido bem definido por mim. Lembrei das respostas mecânicas dada ao famoso "tá gostando da faculdade?".
Minha memoria não estava boa.
Lembrei-me também de que eu ainda não sabia nada, que eu tinha muito o que aprender. Muito o que viver e experiências (e independências) que já tardavam a chegar.
E isso me cansou.
Como de eu já não tivesse cansada o bastante. E com calor. Muito calor. E com a tonta da Cláudia Leitte cantarolando que "melhor é voar a dois". Como se saber disso mudasse alguma coisa.
Não me arrependia dessas escolhas. Ou talvez elas nem de fato existiram.
Eu não sabia. Nem queria me ater ao passado. Nem ao futuro. Mesmo que o presente se resumisse ao tedio de um engarrafamento.
Eu lembrei, num ultimo fio de esperança, que eu tenho orgulho de ter escolhido meus amigos. Mas talvez seja porque eles tenham me escolhidoe não eu a eles. Talvez eles saibam fazer escolhas melhor do que eu -ou talvez não.
Mas ai o ônibus chegou no terminal. E eu guardei a caneta e o papel A3 cuidadosamente dobrado pra se tornar meu rascunho. A vida não ia me dar tempo de pensar demais, eu tinha dever de casa pra fazer.
E eu deci do onibus com o xote do falamansa me dizendo que "se fui eu que escolhi assim, não quer dizer que seja bom pra mim..."

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A ultima carta de um (quase) psicopata

Olá, pequena curiosa criminalista. Oh, Lays, tome isso como um testamento. Sim, agradeça-me, eu não vou morrer guardando segredos. Sim, porque eu vou morrer, eu sei disso, porque tudo está se cumprindo. Bom, esse é o fato, se você não for muito burra achará essa carta.
Sim, sim, sim. Você acertou, mais uma vez. Assassinado. Por mim, é claro. Ele estava atrapalhando meus planos. Ele sabia O segredo. Não, tolinha, claro que não vou contar qual é O segredo. Não sou tão bom assim, meu bem. Ele é sublimo, e você é indigna, uma porca imunda. Só uma pista: tem a ver com os maiores segredos da humanidade, assim como símbolos, monumentos e movimentos. Só digo isso. O resto, deduza você mesma.
Mas então, Lays, está pensando como eu sou inteligente? Eu seria um bom amigo. Mas você não quis, como sempre. Tudo bem, vou ter que explicar, sua orgulhosa. Você nunca vai deduzir sozinha.
Foi tudo um tanto teatral, eu sei. E o idiota ainda quis tentar mandar uma "mensagem" escrevendo no chão com o próprio dedo. sabia que pesquisariam as digitais na sala. O que foi mesmo que ele escreveu? Ah sim... Não precisa me falar, já lembrei! um sequência de livros com dicas para O segredo. Idiota. Eu deixei, é claro. E fui esperto o bastante para usar luvas.
Como o matei? Pense, Lays, pense! Marcas pelo corpo, um joelho roxo, os braços arranhados, substâncias no corpo, falaram que foi sufocamento por uso de drogas... Claro, criaturinha! Agarrado pelo braço com as unhas, depois jogado de joelhos no chão e imobilizado. Dei piscilocibina a ele. Aquele chá de cogumelo, querida. Efeitos alucinógenos. Daí pra frente foi fácil! Enquanto ele "viajava" no seu mundo, sufoquei-o pelo pescoço, e fiz outras marcas no corpo pra despistar. E ai, gostou?
Bom, teria dado mais certo se você não me perseguisse. Ou a outra corrente Do segredo. Como disse, eles vão querer me matar. Mas não importa. Ai ai, a missão está salva!
Então, criminalistazinha, o que achou? Esperteza minha, não? Eu sei, eu sei. Mas tenho que ir apreciar outras coisas agora.
Beijos, Lays.
Adeus, sua criminalistazinha de merda. Mas eu adoro você mesmo assim.

Por Julia U.P.
p.s: ahh... copiando totalmente o estilo de "Maya Fox" eieuieuie
um testinho a pedido de Lays Bretas s2 (mais tenso um pouco) euieuie
bjoss

domingo, 14 de novembro de 2010

uma segunda chance

O sol da manha bateu na minha cama e eu fui lentamente despertando. Eu a tinha visto nos meu sonhos. Ela estava linda e eu senti saudade dos velhos tempos.
Era hora de deixar o orgulho de lado e pedir desculpas.
Olhei para o relógio: 11h. Era um bom horário, ela já devia estar acordada. Pensei melhor, sem coragem pra pegar o telefone. Demorei bilhões de anos pra discar os números. Mas finalmente reuni minhas forças para esperar até o fim o telefone chamar.
E se ela não atendesse? Eu não queria nem pensar na possibilidade... eu precisava falar com ela... o mais rápido possível... seria minha ultima tentativa... eu estava completamente nervoso.
"alô" ela atendeu de má vontade
"bom dia" eu disse com a voz animadinha demais.
"bom dia" ela continuava tentando atalhar nossa futura conversa.
"eu queria..." ela me interrompeu
"queria me usar mais um pouco? brincar mais com meus sentimentos? me envolver e depois me jogar fora por eu não ser suficientemente boa pra você... eu acho que não!"
Eu não consegui dizer mais nada. As lágrimas embaçaram a vista e minha voz falhou. Por um momento fiquei estagnado ouvindo o tu tu tu do telefone. Sem ação, sem ânimo. Minha carta de desistência estava finalmente assinada.
O alerta de mensagem tocou.
Eu não iria ler, mas mecânicamente eu fui ver quem era. Era dela! Não me contive: Abri.
"Você está errado, mas eu te amo, e preciso de você".
As lágrimas continuaram a rolar, mas dessa vez foram de felicidade. Um sorriso brotou dos meus lábios e eu peguei a chave do carro pra ir até a casa dela. Era hora de recomeçar.

momento poeta

veio simplesmente pronta na minha cabeça e eu não tenho a minina ideia do que quer dizer...

Na solidão de um quarto escuro
uma vela acesa
e dois corações apagados.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

em outros pontos de vista

Não é verídico, mas eu precisava entender...

Ela me olhava convidativa. Ela era bonita eu sei, mas não me parecia certo aquele tipo de convite. Mas aqueles olhos azuis não em deixavam muita escolha.
“Elena você quer mesmo fazer isso?” eu pensava comigo mesma. Não havia uma resposta racional. Era só instinto e vontade. Parecia-me curioso e irresistível.
Correspondi, para surpresa dela, o olhar e deixei que ela se aproximasse. Ela era simpática, muito mais interessante do que um rostinho bonito.
De repente nos estávamos cada vez mais perto. Os olhos se fecharam e os lábios ficaram mais próximos. E as luzes dançaram ao meu redor.

let's go masquerade

Caminhei entre as pessoas no salão sabendo que eu estava deslumbrante na minha fantasia de dama medieval. A noite caia lá fora e as luzes bruxuleantes do átrio principal dama uma impressão fantasmagórica ao mar de mascaras que me cercavam.
Mas nessa noite nenhuma delas me interessava. Somente um rosto aparecia em minha mente a dias. E eu sabia que hoje eu encontraria o dono.
Eu sempre soube quando alguém cruzaria meu caminho. Era um dom. Um aviso para saber de antemão se deveria aproximar-se ou não. Dessa vez. a mensagem era clara: fique longe
Mas a curiosidade pulsante me fez ignorar totalmente meus instintos. Eu tinha que saber quem era esse menino.
Havia um garoto vestido de fantasma da opera me olhando. Mesmo com a masca eu reconheceria aquele sorriso lindo em qualquer lugar: Era Ele
Ele se aproximou e segurou minha mão:
- Quer dançar? - disse ele
-Claro - eu respondi totalmente hipnotizada pela beleza daquele garoto
De repente seus olhos reinaram um estranho brilho violeta e meu corpo estremeceu. Eu achei que conhecia aquele rosto, mas eu estava enganada. Ele não era quem eu esperava.
-Você não devia dançar com estranhos - ele falou segurando meu corpo ainda mais perto do dele.
Por um momento eu não sabia o que ele era. Quando ele me encarou com seus estranhos olhos violetas eu tive certeza de que eu não teria tempo de descobrir.
Num grito ecoou pelo salão e os jornais do dia seguinte noticiaram o sumiço de dois jovens em uma festa de escola.
Esse foi meu primeiro texto que eu escrevi pro blog... só não postei ainda não sei pq... eu queria mudar algumas coisas... mas resolvi deixar na integra msm.
Beijos Bela

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

amostra de talentos:

coreografia: Julia Uliana (e ajudinha de nosotros)

Texto: Bela Pellegrini

musica: Davy jones- hans zimer

domingo, 7 de novembro de 2010

um gif (?)


bateu a nostalgia da epoca de flogão arijubela. resolvi postar um gif animado
hasuahsuahsa
http://www.flogao.com.br/arijubela

terça-feira, 2 de novembro de 2010

passado

Um único garoto no terceiro período, uma mãe que me chamava de nora. Uma rosa no dia dos namorados

E eu não sabia nada sobre o amor


Três amigas. Um coração que não se rendia as paixões platônicas. Um garoto de cabelo grande que sabia desenhar. Um bombom e uma foto no ultimo dia de aula. Uma carta apaixonada. Uma resposta cruel

E eu não sabia nada sobre o amor, mas sabia fingi-lo


Uma festa junina. Um garoto desconhecido. Um pressagio forte. Um desafio estranho "Você não resolve meu problema, resolve?". Uma surpreendente coincidencia. Duas pessoas unidas ao acaso num primeiro beijo. Um papelinho com msn pra eu não esquecer do que era inesquecivel.


E eu não sabia nada sobre o amor, mas sabia que amar era estranho.


Tempos infinitos. Pessoas sem importância. Um coração se rendendo a desilusão.


Eu não sabia nada sobre o amor, mas ansiava cada vez mais por ele.


Um garoto se aproxima, Uma declaração de amor. Uma mentira. Um não.


E eu não sabia nada sobre o amor, mas pela primeira vez eu me senti amada


Vários garotos aparentemente iguais. Um convite inusitado. Uma confusão de ideias. De novo um pressentimento. "Você terá uma surpresa, você sabe qual dele será??"

Eu não sabia... de nada


Uma pergunta sem propósito "Você toca violino?". Outro presságio. Uma escolha. E naquele dia eu flutuei de volta pra casa.

Um passeio com os amigos. Um ônibus que se mexia demais. Contactos não evitados. Duas mãos que se buscaram. Pensamentos que se expandiram para fora da minha mente. Uma despedida que doeu. Outro pressentimento de que seria breve.


E eu não sabia nada sobre o amor. Mas me deixei tentar.


Falas emboladas. Nervosismo sem explicação. Um abraço antes de entrar em cena. Uma surpreendente aproximação. Mãos que se entrelaçaram. Lábios que se uniram. Um beijo no olho mas dois corações que nunca chegaram perto de se cativarem. Um adeus.


E eu não sabia nada sobre o amor. Mas ele me pareceu delicioso.

E eu vou sempre esperar o dia em que eu poderei prová-lo.


por Izabela Pellegrini


um p.s estranho: enquanto escrevia alguns dos meninos citados ficaram on-lin... #estranho

lembranças de uma agora

Eu caminhava pelas ruas gélidas de Londres. Era um lindo dia, admito, mas meus pensamentos voavam por outros lugares. Voavam por certo olhar doce, por palavras bonitas ditas uma vez. Voavam por uma pessoa que mal conhecia! As poucas vezes que ficamos juntos foram o bastante para que dominasse meu coração. Lembrei-me daquele dia no supermercado, onde o conheci. Lembrei de confundi-lo com um amigo, de rir quando descobri que tinha errado. Lembrei de quando eu prendi o carro dele naquele mesmo dia na vaga do estacionamento, e ele, irritado, começou a rir depois de descobrir que era eu. Lembro-me de irmos tomar um café, como amigos, e de ficarmos até tarde conversando. Lembro dele me ligando, e de sairmos para andar a toa, para conversar, e do beijo roubado, e correspondido. Lembro de ele falar da ex-namorada que queria voltar, e que ele voltaria com ela. Lembro das lágrimas derramadas, mas escondidas ao ajudá-lo comprar roupas pra namorada, e depois de não mais nos encontrarmos, até o dia em que eu liguei pra saber noticias, não que eu não soubesse, porque eu sabia tudo da sua vida, mesmo que eu não admitisse. Lembro dele falando que não estava feliz, que estava com saudade, lembrei dele marcando na cafeteria de sempre. E agora me vejo indo ao encontro dele. Ouço as mesmas palavras bonitas, os mesmos olhos. E finalmente digo o quanto estou apaixonada por ele, e ele fala o quanto me ama. Ele me conta que terminou com a namorada e percebeu que me amava mais que tudo. E enfim, feliz, posso estar em seus braços e sentir seus lábios, os lábios do meu namorado.
por Julia Uliana
"Abrindo um antigo caderno
foi que eu descobri:
Antigamente eu era eterno."
(Paulo Leminski)

estava remexendo uns cadernos velhos e achei isto:

Eu abri a caixa que aquele garoto, que agora me encarava com seus penetrantes olhos verdes, tinha me dado. Ele disse que a caixa continha o que eu tinha procurado a vida toda. Como se ele soubesse alguma coisa sobre meu passado.
Eu abri a caixa e UAU! ela tinha....

e a historia não continuava... e até agora eu to pensando que raios tinha na caixa! vc, sabe me dizer??

por Bela

momento poeta

Depois da ventania
Um sopro de um vento morto
Ineficaz


não sei de onde veio isso, tava na minha agenda sem referencia de autor... talvez seja meu mesmo.... eu gostei... faz sentido.

domingo, 24 de outubro de 2010

o fim é belo

-Obrigada por aceitar o convite, eu , sinceramente esperava mais uma desculpa.- Eu disse olhando para meu ex-namorado. Na verdade ele não era apenas um namorado, nós tinhamos morado juntos por cinco anos, apesar dele nunca ter me pedido oficialmente em casamento, nem sequer em namoro.
Era nosso primeiro, e também último, encontro depois da dolorosa separação. Já fazia mais de um mês que a briga havia esfriado e eu remoía a tristeza sozinha.
Mas agora eu havia tomado coragem para chama-lo pra sair. Estávamos em um restaurante luxuoso, saboreando vinhos caríssimos. Seria o lugar perfeito para o fim. Sofisticado e falso, tal qual todas as juras de amor que ele me fizera um dia.
-Não podia deixar de lhe fazer esse favor, não me agrada as noticias que tenho de ti, não queria te ver sofrer... -Ele tentava ser educado, como sempre, escondia as verdadeiras intenções numa capa de bondade e cavalheirismo. Eu não conseguia odiá-lo, nem mesmo quando ele me disse que estaria com outra. Que era o fim de nós dois.
- Ah, então as noticias que tem de mim são tão antigas... não preciso mais de ti, s não não o tinha chamado pra este encontro...
Eu menti em meio a sorriso claramente sarcásticos. Ele não percebeu. E a conversa continuou... por horas, como se fossemos amigos. Quem nos via de fora poderia até invejar a felicidade aparente do nosso casal.
No final, um ultimo pedido, um beijo de adeus. Um beijo prolongado e intenso, o tempo exato para efeito do meu vinho envenenado. E os braços dele envolveram, pela ultima vez, meu corpo sem vida.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

perguntinhas

o que guardar de ti?
se cada momento me leva a mil sentimentos
não era melhor guardar só o seu nome numa caderneta velha?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sobre o tempo que perdi com minha rosa.

Bom gente... Julia akii... um post meu, enfim, de uma coisa mais realista eiueiuieueiuei... beijinhos pra todos e até o próximo post ;D

Querido ,
Eu só queria te entender. Ah, se eu pudesse ler mentes... Pois quando me deparo com seu fugitivo olhar, quero me afundar neles e entender-te.

Eu só queria um “oi”, uma palavra bonita, um abraço, qualquer coisa. Talvez seja pedir demais, mas mesmo assim peço-lhe. Não quero saber do futuro, é o passado que me intriga: Será que já houve sentimento? Será que você era mais um dos apaixonados não-declarados? Ou será que, realmente, eu nunca fui nada comparada ao que você era para mim?

Ah, essa duvida me persegue, por todos os lugares. Provavelmente isso deve ser um sentimento acabado, mas só quero saber se houve algum.

Porque se houvesse, eu faria você se apaixonar de novo, se assim você desejasse. Ou o deixaria ir, para sempre.

Só sei que você foi o meu primeiro amor. E que sua digital já está na minha vida. E eu faria tudo de novo, porque não me arrependo. Mas eu só queria te entender, saber sua opinião, lhe dar um abraço e tornar-te meu. Talvez deva te esquecer, mudar. Mas aí está mais um talvez mais uma dúvida.

Não sei se vou te mandar essa carta, Ela pode ir pro lixo. Não sei também se você lerá, mas darei uma oportunidade: se você realmente se interessar, lerá. Mas se você, ler me responda, mande um “oi”, e eu perguntarei o resto. E decidirei minhas duvidas. E serei feliz, tendo ou não você.

Então, por fim, te direi algo que nunca disse: Eu te amei, eu te amo e te amarei. E nunca vou esquecê-lo. Então, por favor, leia essa carta e me responda se você me amava como eu te amei.

Beijos,
de sua


"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
(Pequeno Príncipe)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

quase real

Quando entrei no cinema, vi que minhas amigas tinham deixado um espaço vazio ao lado dele. Elas sabiam que hoje era minha grande oportunidade. Finalmente ele entenderia que eu estava afim.
Eu estava arrumada, maquiada, perfumada. Bem longe daquela imagem xoxa de pré-vestibulanda com que ele estava acostumado. Era hoje que eu ia parecer muito simpática e ele ia pela primeira vez entender que eu queria mais do que uma simples amizade. Que as vezes eu sabia como fazer o exercício de química, mas eu pedia ajuda só pra ter como começar um assunto.
a ansiedade tomou conta de mim enquanto meu braço acidentalmente tocou o dele. Ele não se incomodou nem repeliu o contato. Eu muito menos. Esperei que ele aproveitasse a deixa, mas ele era tímido, tanto quanto eu.
As horas se passaram, os casais do filme já estavam juntos. Todos já tinham seu final feliz. Mas nos continuávamos a olhar sem ação um para o outro. Ambos pareciam esperar um aviso. Um sinal verde. Que não veio dessa vez. Mas esse era um inicio de algo novo. Eu iria esperar. E eu rezava para que ele também.


baseado em fatos reais =D
bjs Bela

domingo, 10 de outubro de 2010

Os coraçõezinhos de Bonifácia.

Chuveram coraçõezinhos do palco, vermelhinhos e sorridentes. Meus olhos brilharam como o de uma criança encantada com o espetáculo. Mas por um instante eu percebi que eles não chegariam até mim... Mas foi só um momento, pois estava errada: minha irmã catou os coraçõezinhos do chão e me entregou um punhado deles. Distribui os sorridentes corações para quem estava atrás de mim e para meus melhores amigos que estavam do meu lado.
Na verdade, após as destribuições, acabei ficando sem nenhum coração para mim. Mas minha irmã logo me deu o seu coração... Foi quando percebi um coraçãozinho em cima do banco: dei-lhe para minha irmã em retribuição. No fim, estes mesmos corações foram dados por mim e pela minha irmã ao nosso pai e a um amigo, que viria a ganhar outro coração.
Eu fiquei feliz com isso, mas os corações de Bonifácia ainda me surpreenderiam: É que no outro dia virariamos atrizes. De palhacinho (ou clonw, como gente chique fala), toda pintada de branco, todo nosso grupo se ocupava em divertir as criançinhas. E de repente uma delas veio atrás de mim com uma coisa na mão para me entregar. Foi quando me deparei novamente com o coração sorridente. Não preciso dizer mais nada, né? E não pense que parou ai: meu amigo, também ator, também tinha ganhado um coraçãozinho. E assim, num gesto de carinho, como se com um ato mudo pudessemos dizer "eu confio em você", trocamos nossos corações.
Bom... Meu coraçãozinho acabaria com uma menininha. Uma doce menina que veio trazer bombons pra eu e minha irmã, toda sorridente, linda, como aquele sorriso do coração. E em troca, ganhou o meu coraçãozinho e um beijo de minha irmã. Talvez essa história continue, da mesma forma que Bonifácia não poderia prever essa sequencia de fatos, talvez esses corações parem na mão de outro alguém, talvez sejam dados a uma pessoa que tenha um coração tão bom quanto Bonifácia e um sorriso tão alegre quanto os dos corações... Mas o importante é que Bonifácia nos ensinou uma coisa: as vezes um simples coração pode significar um gesto de amor gigantesco.

Ingrid... Mais uma vez, você foi fantástica!

Julia e Izabela *-*

escrito por Julia e narrado por Izabela