qualquer um que me dê carinho pode ser você.
pode ser você?
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
domingo, 27 de novembro de 2016
"Eu não sinto tua falta
Não sinto
Nem lembro de você
Nem da tua respiração ofegante
Eu não sinto falta
Eu sinto ânsia
Distância
Do teu signo preto
Do teu silêncio-grito
Sinto ânsia e a provoco
Enfio meus dez dedos na garganta
Pra ver se vomito o teu ser
Da minha alma"
Poema parte da música Barquinho de papel da anavitoria
não se os muros sufocaram o sentimento ou se forma apenas o túmulo de um amor que já tinha morrido e eu não quis enterrar....
Poema parte da música Barquinho de papel da anavitoria
não se os muros sufocaram o sentimento ou se forma apenas o túmulo de um amor que já tinha morrido e eu não quis enterrar....
terça-feira, 22 de novembro de 2016
melissa rosa
Quando eu era mais nova eu tinha uma melissa rosa. Linda. Edição limitada e com cheiro de chiclete. Foi meu primeiro sapato de salto e eu usava até pra ir pro inglês...não tirava do pé mesmo sem saber andar de salto. Ele nos machucava apesar de as vezes por não saber andar eu batia o salto no ossinho do pé e doia muito... mas fazia parte de aprender a andar de salto... ao que o tempo passou e a melissa rosa era número 33... quase o q eu calço hoje.. mas feita de plástico não pode crescer junto com meu pé... por muito tempo eu guardei a melissa rosa por que não queria que alguém a usasse sem sentimento...como se meu primeiro sapato de salto fosse um sapato qualquer... mas um dia eu tive que me desfazer... ela continua sendo linda mas faltava o essencial: caber no meu pé. Hoje não sei se ela está no pé de outra pessoa ou simplesmente está inútil por aí...quanto a mim eu podia ter comprado outro sapato rosa mas preferi curtir meus pés descalços por aí.
terça-feira, 15 de novembro de 2016
domingo, 29 de novembro de 2015
Não te faço feliz. Nem ao menos me faço feliz. Isso me incomoda um tanto. Queria me libertar dessa fase. Desse ciclo. Não para desistir e sim para recomeçar. Não para se afastar. Nem perder. Sim voltar ao inicio. Eu, agora, sou toda inicio. Não quero o que já estava estabelecido por vontade sei lá de quem. Quero o que eu fiz, o que eu quis. Quero querer. Desejar. Sentir saudades sem carência. Sem te obrigar a me carregar como um fardo. Quero que você decida por mim mas faça isso por vontade e não por comodidade. Eu sei, claramente, que eu você e o melhor para mim mas não quero estar com você por isso. Quero estar por que te amo. Isso não vai mudar. Meu amor, minha admiração e minha amizade serão sempre suas. Quero te sempre por perto, se vocês também quiser estar perto.
Sei que nada disso fará sentido pra você. E eu nao peço que faça. Peço que lembre se que eu te amo. Desculpe tomar seu tempo...
Sei que nada disso fará sentido pra você. E eu nao peço que faça. Peço que lembre se que eu te amo. Desculpe tomar seu tempo...
quarta-feira, 12 de março de 2014
Sobre morrer
Poucos podem saber a data exata de sua execução, mas você sim minha criança. Mas acostume-se com isso, é imprescindível que nossas escolhas deixem algo pra trás. E dessa vez é sua existência que deve ser sacrificada. Ora, morremos todos os dias, matamos nossas crianças para dar lugar ao aterefados adultos, matamos nossas bailarinas e astronautas para dar lugares ao advogados e engenheiros. Matamos nossas cobras e elefantes para por no lugar meros chapeis. Eu decidi pelos chapéu, cara criança. Decidi matar-te pois você, no que há de vir, não é suficiente. Silencio! Não chore! Não há gloria ou prazer nisso. É só obrigação. É a pressão de uma sociedade que vontade é um termo usado para os mimos de uma criança. E eu não sou mais criança, pra quer ter vontade? A menos que se saiba explicá-la. Que se ponha a culpa nos medos. Medo pode, mas sensibilidade não! Sejamos racionais. Profissionais. Maduros. É apenas uma criança a ser sacrificada, um pequeno erro de criação. Será bom pra mim, me fará alguém melhor. Alguém menos eu. O dia se aproxima. A plateia se ajunta pra opinar, pra aplaudir e depois pra julgar. Depois eles somem, tudo some pois nada é igual. Todos morrem um pouquinho junto com a minha criança. São desconhecidos. E eu, sozinha serei apenas eu e minhas lembranças de um passado morto.
"Retrovisor nos mostra o que ficou
O que partiu, o que agora só ficou no pensamentoRetrovisor é mesmice em trânsito lento
Retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas
Mostra as ruas que escolhi
Calçadas e avenidas
Deixa explícito que se for pra frente
Coisas ficarão pra trás
A gente só nunca sabe que coisas são "
O Teatro Magico
Assinar:
Postagens (Atom)