terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

depois de ti

Me deu vontade de gritar. De mandar tudo a merda. De explodir em mil caquinhos e escondê-los todos de mim mesma.
Minha mente era pequena demais pra encaixar as peças do jogo. Dizer que ama e me abandonar, dizer que quer e fugir? não parecia fazer sentido.
Eu enojei o requinte de crueldade quando você brincava com os meus caichinhos perguntando se eu pensava em você. Quando você me fazia cobrir-te de elogios para agradar teus caprichos.
Quando me seduzia pra no fim dizer apenas "cansei de ti".
Se não me querias por que me deu esperanças? Se nunca quis amar por que insistia em me fazer amar-te? Por que não me deixou desistir de ti enquanto eu ainda sabia o que estava fazendo?
Sei que talvez não tivesse sido sua intenção parti meu coração. Talvez fosse só seus caprichos de criança mimada. E na maioria das vezes eu te perdoo por tudo isso, embora nem sempre eu consiga ser assim tão firme. Continuo olhando com o mesmo carinho inútil para tua imagem insistente em meus pensamentos.
Se gosto de ti? Muito, porém agora gosto mais de mim mesma para esperar calada resolveres tuas duvidas, para esperar que finjas me amar por pura necessidade. Vou ser feliz no meu próprio caminho, esperando que seu gosto saia de minha boca e as tuas lembranças se tornem meros fantasmas presos em textos passados.

4 comentários:

  1. brigadão thais...
    fico toda boba quando vc me elogia :)

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  2. Para te falar a verdade eu só consegui ver uma jibóia depois o que o texto disse que era uma jibóia. Talvez porque eu já seja gente grande por dentro, ou porque eu sempre fui... Mas às vezes é tão ruim saber que só você "não teve infância" dentro do seu grupo de amigos ;/

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  3. Adorei o seu texto.. como sempre!
    espero que consiga se enturmar no mundo de "gente grande" e no fim, você vai descobrir que não é tão difícil!

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