quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

um aviso!

Sua pele fria acariciava aquele corpo quente que se deitava em seu colo como uma criança nos braços da mãe.
Mas aquele menino, ali deitado, não via Lúcia como uma mãe. Mas não era para menos, ela era assim, alguém que atraia jovens corações solitários, os escravizava e os partia.
Lúcia era feita para destruição. Não por escolha, mas por destino. Ela nada podia fazer além de alertá-los "eu nunca poderei te amar" ela avisava aos que se encantavam por seu mistério. Mas eles insistiam em buscar segurança e sentimento onde só havia liberdade.
Para ela, dor deles não era divertida tampouco a machucava. Ela tentava impedi-los, mas de certa forma ela já havia se resignado com seu destino e dos homens (ou meninos?) que cruzavam seu caminho.
No entanto, com esse garoto era diferente. Era queria protegê-lo, não importasse o que isso lhe custasse. Ela havia pedido, implorado até, para que ele se afastasse - talvez por falta de coragem de ela mesma ir embora- mas ele continuava cada vez mais perto do seu coração gelado. Como se ousasse tentar (em vão, obviamente) derretê-lo.
Tolinho!
Então ela continuava a acariciar aqueles cabelos lisos e sedosos deitados no seu colo. Lavando a suas mãos por destruí-lo. Perdoando a si mesma e à estupidez daquele menino. Então ela só aproveitava aquele momento e todo o sentimento alheio que fortalecia ainda mais sua sede de solidão.
por @bellapellegrini e não, não falo de ti.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

tipo certo de menino errado.

Ela dançava ao som da música de mesma batida. Não, ela não dançava. Ela simplesmente inclinava a cabeça para trás (de forma que seus longos cabelos lisos emoldurassem suas curvas perfeitas) e deixava que as ondas sonoras sacudissem seu corpo.
Na aparência ela era como um nephilim, com sangue de anjo e aparência semidivina porém com o mistério e o perigo de uma criatura nem humana nem anjo. Sua roupa branca brilhava sob a luz negra, o que fazia sua aparência ainda mais angelical e desafiadora.
Mas por trás de toda essa segurança ela era só Cristina, uma menina tímida, frágil e sonhadora.
A típica moça de família, que toda mãe gostaria de ter como filha.
Entretanto, quando ela dançava ela parecia uma mulher incrivelmente sedutora. E ela gostava disso. Ela gostava do poder de atrair qualquer olhar que ela desejasse.Então ela olhou ao redor, como se estivesse à caça, escolhendo o garoto que seria dela aquela noite.
Nesse momento, apareceu Ian, ruivo, olhos verdes e pele branca. Ele era magro porém com formas definidas e levemente mais alto que ela. Mas o que lhe chamou mais atenção foi o discreto alargador de prata em sua orelha e a tatuagem discreta em seus braços. Junto com aquele sorriso descontraído, o alargador e as tatuagens lhe davam aquela cara de menino malvado (daqules que você não ousaria apresentar para sua mãe) que nenhuma garota resistiria.
Ela o desejou, com toda a força. Porém sua consciência a proibiu totalmente disso.
Ele era nitidamente o garoto errado. Suas amigas ficariam completamente chocadas se eles se envolvessem aquela noite. E ela riu-se do seu gosto peculiar.
As feições dele escondiam um passado desafiador que ela gostaria de descobrir, porém ela tinha medo de se envergonhar com o que descobrisse. Decência não era exatamente o que se via naqueles olhos verdes e intensos.
Definitivamente era proibido (o que o fazia ainda mais irresistível), mas naquele momento todas as células do seu corpo ansiavam por aquele garoto. Ele era seu pólo inverso, seu oposto, a peça do quebra cabeça que encaixava na sua, por que todo mundo sabe que peças iguais nunca se encaixam tão bem. E ele, com certeza não tinha nada de igual.
Ela pensava enquanto o observava dançar. com os olhos fixos ela deixou que ele a observasse também. Por vezes os olhares se cruzaram. Mas nada aconteceu.
De repente o celular dela tocou, e ela viu a hora. Hora de ir embora. Não houve decepção. Ela voltaria aquele lugar logo. E ele, ela esperava, voltaria também. Era dar tempo ao tempo.

sem explicações...

"Hoje compreendo-o.
Tudo lhe perdoo, tudo perdoo aos que não sabem se prender, aos que fazem perguntas.
Aos que procuram motivos para viver, como se a vida por si mesma não se justificasse."
Clarisse Lispector
ps. eu te amo

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

adolescentes

Clarinha tinha acabado de voltar da sua primeira festa. Ela estava ansiossisima para contar para todas suas amigas como tinha sido a sua primeira noite não dormida. Sua primeira festa só com as amigas que tinha ido até de madrugada e na qual ela tivera coragem de fazer o que ela não esperava de si mesma.
Ela tinha dançado muito, cantado, gritado... Tinha sido maravilhoso, e ela se sentia super feliz.
E ela tinha um segredo: Ela beijou um garoto na festa. Assim, sem compromisso, como gente grade faz. Ela estava tão feliz com isso. Parecia-lhe irresistivelmente "proibido". E ela gostava da sensação de estar fazendo a "coisa errada".
Ela mal conseguiu dormir quando chegou em casa, mas ela precisava descançar. Seu corpinho de adolescente não estava acostumada a sair da rotina. Por mais cansada que ela estivesse, a ansiedade de contar para as amigas era tão grande que ela não pode dormir por mais tempo, então ela acordou umas 11h da manha, já achando que tinha dormido demais.
A primeira coisa que ela fez foi ligar para a melhor amiga dela, e depois pra outra que compunha o trio. Elas conversaram horas numa animação de primeira vez que adulto nenhum entenderia.
Clarinha não podia estar mais feliz e empolgada com sua nova esperiencia.
Ela tinha vontade de contar pra todo mundo!
Ai ela entrou no MSN e o garoto que ela gostava estava on.
Ela não sabia direito porque, mas ela tinha que contar pra ele sobre sua noite...
É claro que ela omitiria o menino do beijo e talz... Mas, pensando bem, até que seria bom que ele soubesse...
Será ele perderia a boa imagem dela?? Ah... mas ela iria dar uma indireta, talvez isso despertasse um leve ciumes nele. Parecia uma boa ideia.
Ela puxou assunto,
Oi td bem... e o assunto se desenrolou...
Ela citou varias vezes a festa, porém ele só dava resposta monossilabicas, como quem não está interessado.
Ela estava quase desistindo mas ai veio a fatidica pergunta: paquerou muito lá?
Aí ela disse:
-Claro, me vinguei das gatinhas que te perseguem.
E ele, com as palavras sem expressões do msn, disse somente "Que bom".
Ela insitiu, como que de brincadeira:
- Não ficou com ciumes?
A resposta não demorou como ela esperava, foi firme e direta:
- Claro que não, por que eu teria ciumes de você?
Por que?? Como ele se atrevia! Agir como se não soubesse o quanto ela gostava dele. Rídiculo!
Uma certeza então veio a mente dela: Era hora de mudar de rumos, de pensar em outros...
E com apenas algumas palavras a esperança virou pó. E ela por incrivel que pareça não ligou.

esse fato (não real?) veio isistentemente na minha cabeça... era urgentisso narrá-lo... não querro carregá-lo pra 2011, se quiser faça bom proveito dele... eu me sinto bem mais livre sem essa historinha na minha cabeça. \o/ ---> desabafo completamente sem sentido...kkk
beijos Bela

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

um encontro especial

Eu fechei os olhos, era noite de natal. Me imaginei sentada na minha cama, quando ouvi uma voz, que falava pra segui-la. Segui aquela voz, até encontrar escadas. Subi aquelas escadas e fui parar no céu. Abri enormes portões, dourados, lindos. Fui caminhando, aquelas nuvens atravessavam meu caminho, e eu ria. Foi quando eu vi Deus, sentado numa espécie de "trono". Eu sorri, me aprxomei, e ajoelhei. Deus sorriu para mim, e eu perguntei:
- Meu Deus, o que eu faço aqui? Eu morri, por acaso?
Ele riu e respondeu:
- Não, você não morreu, está viva! Você achou um anjo, e o seguiu. Então, aqui está você!
- Ahh tá... Eu segui um anjo? - Eu fiquei pensativa, mas concordei com a cabeça. - E agora? Eu devo voltar pra minha casa? Ou eu posso ficar mais aqui?
- Isso só depende de você... Se quiser ir, pode, mas gostariamos que ficasse um pouco mais.
Como Deus ficou quieto, eu me calei também. Como estava cansada de subir as escadas, sentei aos pés do trono e fiquei brincando com uma mexinha de cabelo, enquanto pensava. O que falar com Deus?
Nisso ele me chamou. Eu levantei e ele falou:
- Venha, olhe, esse é Jesus.
Eu vi Jesus, e falei com ele. Conversamos, tranquilamente, sobre seu nascimento. Eu perguntei como oi, e ele me contou. Eu vi alguns santos, a Sagrada Familia, e o Espirito Santo. Eu estava feliz, e Deus me chamou.
- Venha, está na hora de você ir...
- Pai... (eu chamo Deus de pai) Eu posso dizer que te amo?
- Claro! Vem cá!
Ele me puxou, e me deu um abraço, e eu senti uma energia e luz dentro de mim.
Acordei, estava na minha cama. Sorri, e abraçei minha irma. Eu sabia que aquela luz passaria a diante, e que tudo ficaria melhor, e o mundo, mais feliz.

ju aki, feliz natal a todos!

rabiscos de um diario

Querido diário,

Puft! Eu suspirei de novo. Que saco! Véspera de Natal, e eu sabia que todas as pessoas do mundo deviam estar saindo, indo pros rock’s e talz, e eu aqui, sentada, em frente ao meu diário. Acho que é a única forma de entretenimento, se é que diário é isso tudo. Não, na verdade não é, e eu sabia bem. Isso era simplesmente desculpa pra não admitir que eu to morrendo de vontade de sair, ir pra uma festa, dançar, conhecer novas pessoas, sei lá, talvez um novo menino (porque pelo amor de Deus, tinha que ter algum bonito, solteiro e legal por ai em algum lugar!)... Acho que tudo isso foi culpa dele, você sabe... Ah, que raiva! Olha ainda bem que eu desencanei dele, eu acho... Porque sinceramente, eu quero alguém diferente agora! Se bem que se ele chegasse em mim... Aff! Esquece o que eu falei. O fato é que eu estou aqui, querendo sair, e sem idéia de lugar... Será que ninguém desse mundo tá afim de fazer festa e me chamar não? Ou simplesmente ninguém amigo meu tem um amigo gatinho solteiro? Ah, porque, por favor, se alguém tiver um pode me apresentar... Aiai, eu to parecendo uma piriguete, eu acho, mas é a pura verdade, tá, diário! Acho que eu vou pedir um de presente pro Papai Noel... Hahaha! (risos são estranhos escritos num diário). Enfim, acho que isso é tudo...

Beijos, diário, até outro dia.

pais e filhos (?)

Ele era tão novinho pra ter uma filha!
Mas a interação entre ele e a garotinha de três anos era tão grande que eles não podiam ser outra coisa a não ser pai e filha.
Devo admitir que o suposto "pai" era bem gatinho... E confesso que fiquei olhando, esperando que a menininha não tivesse mãe... Credo! Que maldade!
Mas bem que ele podia ter assumido a criança, e a mãe sumido pelo mundo afora...
Ai ai... de novo eu rogando praga pra felicidade alheia... tinha q parar com isso!
Tinha que parar de olhar pra ele também.Aqueles olhos verdes deliciosos já estavam me encarando. Eu disfarcei e fiquei mechendo no cabelo enquanto olhava distraida pro mar.
Aí, garotinha riu.
E eu não aguentei de curiosidade e olhei em direção a eles... Eles estavam olhando pra mim. Fiquei vermelha.
Ele pegou uma florzinha que estava na areia (daquelas branquinhas que abrem e fecham de acordo com o sol) e entregou pra menininha...
Eu achei isso tão bonitinho... Alem de gatinho ele ainda era paternal... que fofura!
Mas ai a garotinha veio na minha direção... E eu, sem entender absolutamente nada, só sorri um sorrizinho meio amarelo.
Ela pegou, toda a graciosa, a florzinha e me entregou. E com uma cara de criança sapeca ela disse:
-Meu irmão mandou pra você. Ele te achou bonitinha.
Nossos olhares se cruzaram. E ele ria pra mim.
E eu dei uma piscadinha agradecida para minha futura cunhadinha.


A cena tá legal, o texto nem tanto... ams vai esse mesmo :) bjs bela