segunda-feira, 13 de setembro de 2010

scrivimi

bela aqui... eu sei que carta não tá dentro da proposta do blog mas... eu não to nem ai, o blog é meu e eu faço o que eu quero! brincadeirinha...
sempre espero que gostem...beijos

Querido Erick

Esse tempo que passamos longe me fez ver que tudo aquilo, que antes eu pensava ser domínio da razão, toma um caráter sentimental do qual busquei fugir.
Ora! eu que sempre ansiei por sentir agora rogo aos deuses que silencie as palavras tolas do meu coração. Mas não nego a justiça desse sofrimento, pois a muitos eu neguei corresponder, por que então mim esta dádiva seria dada?
Eu não me queixo. Meu compromisso nunca foi contigo, e sim com meus sentimentos. Se te abandonasse era somente a mim que estaria traindo. Não te julgo pois nada te cobro. Mesmo que me iludas, ainda assim peço que retornes bem. Que volte para casa que sempre foi tua. E peço que, se for possível, continues a ouvir somente a razão. Pois o seu coração, eu sei, é apenas silêncio.


Com carinho (espero que ainda racional) de sua mulher
Amanda
p.s: Essa carta me veio a cabeça depois de ouvir a musica scrivimi (se tiver errado o nome me perdoe, meu italiano ainda é muito iniciante) de alguem que eu desconheço cantada pelo renato russo... não sei se captei o sentimento da musica... mas no fundo deve ter alguma coisa a ver xD

sábado, 11 de setembro de 2010

sobre atrizes

primeira tentativa de escrever pela visão de um personagem masculino... acabou não mudando muita coisa mas td bem...ahsuahsuhas
sinceramente eu nem gostei do resultado, mas o tema tava a muito na minha mente, uma hora tinha q virar historia... mesmo assim, espero q gostem xD

Ela estava irresistível no vestido azul rendado combinando com seus olhos. O decote emoldurava suas curvas com perfeição e eu as explorava, ao longe, só com o olhar. Cheguei em suas mãos: Entrelaçadas com outro.
Meu sangue ferveu e uma voz pareceu sussurrar em meus ouvidos "ah Otelo, sua Desdemona te substituiu"
Fechei os olhos numa tentativa frustrada de me concentrar. "É só um set de filmagem" eu disse a mim mesmo. Eu já sabia que ela era uma atriz quando eu me deixei envolver por seus encantos. Esse era o trabalho dela e eu já tinha aceitado, não havia por que ter ciúmes, era só um ator e pronto.
Mas meus pensamento não queriam ir por onde eu os guiava. Uma chuva de dúvidas vinham a mente: "Ela é uma atriz, como você sabe que ela não finge te amar também? Como sabe que sua historia não passa de mais um de seus roteiros? Tem certeza que ela não é um personagem também na vida que chama de real? o q te faz mais importante que esse ator que ela finge amar?"
Eu respirei e calmei pelo meu lado racional. Por que se torturar com o ciúmes? Mas sem ciúmes não há amor. AMOR! De repente eu me lembro do porquê de estarmos juntos: Eu a amava!
Eu me lembrei de como aqueles olhos azuis mexeram comigo, de como aquele sorriso incendiou meu coração. Era isso: Eu a amava, e isso parecia bastar.
Ela veio em minha direção e com um sorriso tocou meus lábios com os seus. Nada mais importava, eu tinha certeza, só meu amor já bastava.

ée eu não gostei... e vcs??
beijos bela

domingo, 5 de setembro de 2010

arqueiros


Juuh aki... =D


Meus dedos estavam dormentes. Percebi que segurava o arco com muita força em minhas mãos. Uma gota d’água caiu de meus cabelos, trazendo lembranças da chuva que tomara conta da cidade hoje.

Sentei no telhado da casa, esperando que a batalha melhorasse. O meu alvo ainda não havia aparecido, e só me restava uma flecha, que deveria ser certeira.

Arqueiros... Lembro-me de ter medo deles quando era pequena. Mas não imaginava que iria me tornar uma, e muito menos que teria que matar o comandante do exercito. Nosso inimigo, mas principalmente, meu inimigo. Ele havia matado minha família inteira. Se não fosse Will, meu marido, eu jamais teria sobrevivido. Engraçado... Dois arqueiros, recém casados, em uma batalha.

Procurei Will pela multidão, mas não pude vê-lo. Também, com a quantidade de pessoas e a habilidade de se esconder dos arqueiros...

Um som fraco veio de trás de mim, atrapalhando minha linha de pensamentos. Discretamente, me virei. E lá estava ele, Marc.

Ele me procurava. Ele tentaria me matar. Mas não seria rápido o bastante. Enquanto os pensamentos corriam em minha cabeça, com o arco já armado, sai de meu esconderijo. Ele se virou e sua voz seca ecoou pela minha cabeça:

- Você. Pelo visto a garotinha tem um arco? Largue isso, você pode se machucar.

- Você. Você matou o meu pai, minha mãe, meus irmãos. E agora eu te mato.

- Ah, sim... Não só eles, mas também vou matar seu marido, não é, Will? Sabe, Elizabeth, você podia ser minha.

Ele se aproximou de mim, e pressionou seus lábios no meu. Com repulsa total, dei uma tapa no seu rosto. Seus olhos se encheram de raiva.

Ele apontou, e eu pude ver Will. Um homem segurava uma faca de caça em seu pescoço. Se eu matasse Marc, matavam Will.

- Largue-o. Proponho um duelo.

- Duelo? Nem espada você tem...!

- Faremos o seguinte: eu com minha faca de caça e o meu arco e você com sua espada e seu escudo.

Ele se armou. Ele possuía uma armadura, e eu não. Ele avançou. Tentei me lembrar do que tinha aprendido. Apoiando uma faca na outra, num X, bloqueei o golpe a tempo. Virando a faca, deslizei-a pelo seu braço, mas ele bloqueou, defendendo com seu escudo. Eu senti o golpe em meu lado. Minha respiração arquejou, e havia sangue em minhas mãos. Eu avancei, ferindo as suas costas. Ele avançou – Eu não tinha um escudo, mas meu arco não estava longe. Bloqueando o golpe, corri até meu arco.

- Desistiu, moçinha?

- Nunca.

Eu não mirei. Apenas atirei. A flecha, as facas de caça. E elas atingiram seu alvo. Vi de relance sua expressão espantada, enquanto caia morto. Peguei minha faca e atirei no soldado que mataria Will. Correndo até ele, ouvi um sussurro:

- A salvadora do salvador.

Conferi se estava ferida, e se Will estava bem. Nenhum ferimento sério. Abraçando Will, senti o toque dos seus lábios no meu. O mundo estava de novo no seu lugar.

Todos estavam vivos. Todos estavam bem.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

desenhos de uma primeira paixão

Quando eu me dei conta só estava eu e ele na sala de aula. Eu, na segunda carteira, com o meu fone de ouvido, ele encostado na madeira da porta olhando para mim.
"Você desenha?" ele disse quebrando o silencio. Meu coração disparou enquanto ele sorria esperando uma resposta. As palavras pareciam dançar na minha mente. Tudo que eu conseguia pensar era "Ele puxou assunto comigo! Ele sabe que eu existo!"
ah eu estava sendo tão tola! Como eu poderia pensar que , em meu silêncio, eu seria notada? Como eu poderia esperar que naquelas palavras houvessem outras intenções? era claro que ele apenas estava sendo educado.
Mas porque falar comigo então??
Meu coração ansiava para que minhas teorias absurdas estivessem certas. Mesmo que fosse efêmero, tudo que eu queria é que ele me notasse como eu o reparava. Não queria mais sentimentos do que aqueles que julguei um dia ser possível dar à alguém sem ferir a mim mesma.
Ele se sentou na mesa da frente e eu afastei o braço de onde eu desenhava umas bonequinhas engraçadas. eu sussurrei "eu gosto de desenhar" quase inaudível. Levantei o olhar e fitei, timidamente, os olhos deles. Ele sorriu mais uma vez e disse " são bons"
Agradeci meio sem graça. Perguntei a ele o que ele fazia na minha sala na hora do intervalo, já que ele era de outra turma, ele respondeu que queria mudar de ares. Eu ri. Ele perguntou por que eu passava tanto tempo na sala de aula. Eu disse que não tinha nada pra fazer lá fora... e assim nossa conversa foi surgindo. De repente eu não achava tão desconfortável estar com aquele quase desconhecido.
O sinal tocou e ele (inesperadamente, eu confesso) se levantou da cadeira e veio em minha direção para se despediu com um abraço. Quando seus braços envolveram ainda meio sem jeito meu corpo eu desejei que eles nunca mais me soltassem.
Um sentimento revirou meu coração e eu descobri que pela primeira vez na vida, eu estava apaixonada!

um poeminha particular:
(agora não tão particular assim)

eu gosto de você
eu também gosto de você
então temos nosso pseudo-romance?

terça-feira, 20 de julho de 2010

sorte ou azar?

Que mico! É incrível, eu devo ser muito azarada mesmo... Naturalmente, eu não sou a pessoa mais notável da sala. A verdade é que quando se faz parte da turma das “nerds quietinhas” as pessoas não costumam notar você, principalmente se elas forem populares.Bom, hoje eu consegui ser notada. E garanto que foi o pior mico da minha vida. Vamos dizer que sair correndo do anatômico da faculdade ao lado da nossa escola não á a coisa mais normal de se fazer.Tem que ter estômago forte pra aguentar aquele cheiro de formol e aquelas coisas e... Eca! Mas o pior de tudo foi Victor estar do meu lado. Quando ele me pediu pra ser sua dupla no projeto de ciências – bem... Ele precisava passar em ciências, e a forma mais fácil é fazendo trabalho com alguém que fosse bom na matéria – eu não pensei duas vezes, afinal eu sempre tive uma quedinha por ele. Sabe aqueles meninos loiros de olho azul, cabelo estilo Dudu Suritta, que parecem perfeitos? Victor é um deles. O problema é que ele faz parte da turma dos populares... Que no caso parecem nunca me notar. Quer dizer, até hoje... E agora aqui estou eu, sentada debaixo de uma árvore, num canto escondido do colégio, onde eu costumava encontrar com ele pra organizar o projeto. Sabe, ele realmente estava virando meu amigo. Só que eu devia imaginar que antes de meu amigo ele era parte de uma turma...- Liza, ei, tudo bem com você? Você saiu correndo... Quando virei pra trás, dei de cara com Victor. Meio surpresa, respondi:- Foi só o cheiro de formol... E você, o que esta fazendo aqui?- Bom, imaginai que você estaria aqui... Bom, aqui é um lugar lindo, não acha?- É... E bons momentos aqui também! – Em minha cabeça passava um turbilhão de perguntas, então provavelmente eu só estava falando asneira.- Sabe de uma coisa Liz? Acho que esse foi o melhor projeto de ciências que eu já fiz. Eu realmente adorei te conhecer.- Eu também, quer dizer... Olha, Victor, eu gosto de você e... - O que? Você gosta de mim?- Não, não foi isso que eu quis dizer, é que... Ai, eu to confusa!Ele fez uma coisa que eu não esperava. Levantando-se, foi até um canteiro de flores, ali perto mesmo. Imaginando que ele tivesse ido embora, abaixei a cabeça, pronta pra voltar a chorar. Mas então senti um leve toque nas minhas costas. Virando para trás, pude ver um sorriso tímido nos lábios de Victor. Ele tirou uma mexa de cabelo do meu rosto e me disse:- Pra você. Como eu já te disse, amei te conhecer.Ele então pegou a flor que estava na sua mão e a pôs no meu cabelo. Seus olhos encontraram os meus, enquanto ele se aproximava de mim. Eu fechei os olhos e senti o toque dos seus lábios me beijando. E esse foi o melhor beijo da minha vida.

BJOSS JUUH

sábado, 15 de maio de 2010

Rirchard August Carls

Eu, ignorando o barulho da sala de aula, estava completamente inebriada no romance medieval em minhas mãos. O autor, R. A. Calrs, conseguia transformar uma entediante batalha épica em uma historia de amor de fazer as garotas suspirarem por seus mocinhos galantes.
Era uma pena que ninguém soubesse quem era esse tal R. A. Carls. Por mais que se procurasse na Internet não havia fotos dele. Nem sequer onde ou quando ele nasceu. Ele era uma completa incógnita. Mas uma incógnita que fazia meu coração disparar.
De repente um bilhetinho atirado na minha mesa arrancou-me da fantasia. Estava escrito algo como “Olha o garoto novo... ele não é um gato?”. Quase não consegui ler os garranchos da minha melhor amiga. Sua letra ficava péssima quando ela estava entusiasmada. E definitivamente ela estava entusiasmada.
Levantei o olhar para ver de quem ela falava Surpreendi-me a ver um típico NERD entrando na sala. Porém, ele, mesmo com o aspecto intelectual, era um charme com seus cabelinhos cacheados caindo pela testa e com seus olhinhos azuis por detrás dos óculos de armação grossa. A surpresa foi ainda maior quando ele caminhou sob os olhares de todas as meninas da turma e sentou do meu lado.
Eu fiquei tão vermelha quando ele se aproximou que eu enfiei, de novo, a cara no livro, esperando que ele não falasse comigo. Pra me concentrar, eu comecei a sussurrar pra mim mesma o que eu estava lendo, mesmo sabendo que isso soaria ridículo. Mas, para minha surpresa, ele, olhando para mim, terminou a frase do livro que eu havia começado.
- Você já leu esse livro?- eu disse boquiaberta. Não só por ele ter gravado perfeitamente a linhas, mas por ele ter as dito como se fosse a coisa mais natural do mundo.
- Sim... Algumas vezes – ele sorriu fazendo minhas pernas tremerem – Esse não é um livro muito famoso. É difícil achar alguém que já tenha lido.
- Acho que todos que já leram gostaram. Ele é incrível - eu disse pra prolongar a conversa, minha voz soou um pouco mais à vontade - é uma pena que o autor seja tão desconhecido.
- Na verdade, eu não me importo – ele disse – Qual é seu nome?
Nossa! Eu tinha esquecido de me apresentar...
- Luiza
- Como a personagem do livro? – eu balancei timidamente a cabeça afirmando.
- E o seu?
- Richard – ele olhou para mim e depois para a capa do livro - Richard August Carls.
Assim como ele, eu olhei pra capa do livro, depois, naturalmente, pra ele. Enquanto isso meu coração enlouquecia no meu peito. Murmurei um “é você?” Ele sorriu e fez que sim. Eu estava chocada, por tanto tempo eu esperei que fosse um velho, alguém feio demais pra mostrar o rosto. E era aquele garoto lindo que estava sentado ao meu lado. Finalmente eu sabia que era o dono daquelas palavras. Ele não era o que eu esperava, mas vou te dizer, ele não me decepcionou nem um pouquinho.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

lembranças de um verão...

Por Julia para o concurso da capricho fic... nem ganhamos =/

Sorri enquanto olhava a primeira foto do álbun de verão. Parecia natural aquele menino de camisa verde me abraçando, afinal éramos quase parentes, mas o motivo do abraço ia bem além do que meus pais pudessem imaginar.
Era dia 17 de janeiro, e fui pra casa de verão da minha tia. Ia encontrar meus primos, mas provavelmente ia ficar uma semana sem nada pra fazer. Mas eu estava enganada, muito enganada.
Logo que cheguei, minha prima Raquel veio falar comigo. Ela me arrastou para a parte de trás da casa, falando que tinha que me mostrar algo. Neste caso, como eu pude ver quando cheguei, não era algo, era alguém.
Tinha um menino nadando na piscina. Um menino gato.
- Quem é? – perguntei pra minha prima, que riu de mim.
- Lembra do Eric Prince? Aquele que é filho do seu padrasto? Então...
Bom, Eric morava com a mãe, mas de vez em quando nos dava o prazer de sua presença nos finais de semana que passava com o pai (recém casado com minha mãe). Mas já fazia quase dois meses que não o via.
Ele me viu e foi falar comigo:
- Eii Camille... Quanto tempo! Tudo bem com você?
- Tudo... Faz tempo mesmo... – meu Deus, como ele estava gato. O cabelo estilo “topete-do-Robert-Pattson” estava desfeito pela água e o olho verde me olhava. – Você chegou há muito tempo?
- Não, cheguei agora. Estava conversando com sua prima... Nós vamos fazer uma trilha hoje... Você quer ir? – minha prima me cutucou, rindo, e sussurrou um sim.
- Ah, claro! Quando nós vamos?
- Agora! – Disse minha prima – Antes que os mais novos cheguem e a gente não consiga mais caminhar.
Raquel avisou aos meus tios e fomos caminhar. Estávamos conversando quando Eric disse:
- Olha... O que é aquilo? Uma gruta?
- Vamos entrar? – Eu sugeri, e eles concordaram. Estávamos na parte mais fechada da mata que tinha perto da praia.
Entramos por aquele caminho, Eric na frente, eu atrás e Raquel atrás de mim. Mas a gruta começou a ficar mais apertada e baixa, até termos que nos abaixar pra passar.
- Desisto! Vou voltar, continuem vocês – Disse Raquel, indo embora depois de piscar e dizer algo como “aproveite”.
Continuamos, só nos dois, a gruta tão apertada que tínhamos de passar colados um ao outro. Chegamos ao fim, em uma pedra aberta. Sentamos e começamos a conversar sobre mais coisas que você possa imaginar.
- Você cresceu... Está linda.
- Obrigada... Você também.
Ele então se aproximou de mim e pegou a minha mão. Seus olhos verdes me olhavam, até que eu fechei meus olhos, seu rosto a centímetros, e ele me beijou.
Eric era meu meio irmão – fato. Era gato – fato. Eu acabara de beija-lo – fato.
Voltamos pra casa, e logo contei á Raquel à história. A foto, batida naquele dia, agora estava no meu álbum. Se isso viraria um namoro, eu não sei... Mas uma certeza eu tinha: esse verão foi perfeito... Pra nós dois.